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ATAQUES NAS REDES SOCIAIS

Cultura do cancelamento pressiona Clube do Remo após Re-Pa

Após ataques nas redes sociais, técnico Ricardo Catalá comenta sobre o impacto da "cultura do cancelamento" na mente dos jogadores do Clube do Remo e destaca desafios em clássicos.

Imagem ilustrativa da notícia Cultura do cancelamento pressiona Clube do Remo após Re-Pa camera Após Re-Pa 771, Ricardo Catalá criticou o discurso de ódio presente nas cobranças aos jogadores de futebol nas redes sociais. | Samara Miranda/Clube do Remo

O clássico Re-Pa do último domingo (4) terminou em um empate sem gols que frustrou os torcedores do Clube do Remo, que esperavam uma vitória sobre o maior rival. Nas redes sociais, muitos remistas manifestaram insatisfação com o desempenho do time, que mostrou pouca criatividade e ousadia.

O técnico Ricardo Catalá, que disputou apenas o seu segundo Re-Pa na carreira, comentou sobre os desafios enfrentados pelo elenco nessa fase de preparação durante entrevista coletiva. Ele também falou sobre a pressão extra que vem da "cultura do cancelamento" que domina as redes sociais e que cobra resultados imediatos.

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"Hoje existe uma vertente de julgar. Os caras são julgados sempre. O julgamento é cruel porque hoje todo mundo tem voz, porque todo mundo tem um smartphone, todo mundo tem a possibilidade de manifestar sua opinião na rede social. A gente vive um tempo de destilar ódio. E aí tudo isso tem um impacto", criticou Catalá, destacando como isso influencia na mentalidade dos atletas.

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O treinador ressaltou que os jogadores enfrentam a pressão não apenas nos gramados, mas também nas redes sociais, onde a "cultura do cancelamento" pode afetar suas vidas pessoais. "Ele (jogador) tem filho na escola, ele tem uma esposa que não vai poder ir ao supermercado. Então tudo isso passa na cabeça do cara. É inevitável", acrescentou Catalá.

PERSONALIZAR ALIMENTA O DISCURSO DE ÓDIO

Questionado sobre o fato de ainda não ter vencido um clássico e a ausência de gols nos dois Re-Pas em que esteve no comando do Remo, Catalá destacou que personalizar as disputas não faz sentido, alimentando apenas o discurso de ódio nas redes sociais.

"Não existem três clubes grandes aqui no estado. Existem dois, Remo e Paysandu. E as disputas são entre eles. Eu estou treinador no Remo e ele (Hélio dos Anjos) está treinador no Paysandu. Quem vence ou quem perde é o Remo ou o Paysandu. Então, eu acho que personalizar não faz sentido nenhum, não ajuda em nada. Pelo contrário, é só mais um alimento pra esse ódio que é destilado por aí. E acho que não faz sentido que a gente caminhe nessa direção", argumentou.

A análise do técnico reflete não apenas os desafios enfrentados pelos times em campo, mas também a complexidade do ambiente digital, onde a pressão e o julgamento público podem impactar diretamente o bem-estar e a confiança dos atletas.

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