Conta-se uma história em Cametá que, recentemente, nas prateleiras dos supermercados de lá o “Açúcar União” está em falta. O mistério foi desvendando desde que o time da terra do Carnaval se classificou para a final do segundo turno do Campeonato Paraense: a tal “União”, que dá nome ao produto, parece ter sido levada, em sua totalidade, para os treinos do Mapará.
No treino tático de ontem (31), quando indagados sobre qual a motivação maior para superar todas as adversidades, a resposta dos jogadores foi a mesma: união. Até mesmo o atacante Leandro Cearense, que detonou as condições de trabalho após a vitória sobre o São Raimundo, afinou o seu discurso. “Nossa união é como carinho de irmão. Posso ser até o artilheiro da equipe, mas aqui não rola estrelismo. Todos os jogadores são iguais. A união é o que faz qualquer um, seja zagueiro, lateral, volante, atacante, correr o campo todo: levar a bola para o ataque e voltar para defender”, assegurou o homem gol de Cametá.
E se a união está tão em voga, nada melhor do que usá-la para adoçar o time e começar a reverter, já nesse domingo, em Cametá, a desvantagem contra Independente, adversário da final que jogo por dois resultados iguais. “O jogo aqui vai ser difícil, mas vamos vencer de qualquer jeito. Assim, vamos para lá (Tucuruí) com a vantagem. Temos time para fazer qualquer placar a nosso favor”, confia Leandro.
Leandro Cearense vai jogar no Vila Nova (GO)
A força de vontade dos jogadores já rende bons frutos aos atletas. Primeiro, o meia Robinho fechou contrato com o Paysandu. Agora foi a vez de Leandro Cearense. Não, ele não fechou com o Paysandu.
Com os seus 19 gols, Cearense foi desejado por muitas equipes, inclusive até pela própria diretoria do Papão, que havia dito que o jogador estaria ‘apalavrado’ para série C. Ledo engano. O voo do artilheiro do Brasil é mais alto e para a Série B, rumo ao Vila Nova de Goiás. “Praticamente, está tudo certo, sim. Faltam acertar poucos detalhes do contrato”, revela. Mas a torcida Cametaense pode ficar sossegada: Leandro ainda pode fazer os gols decisivos das finais do turno, inclusive, isolando-se na artilharia, já que o concorrente Rafael Oliveira, do Papão, só terá os dois jogos da finalíssima. “Primeiramente vou terminar o paraense aqui pelo Cametá”, adianta. (Diário do Pará)
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