Como num passe de mágica, a atual diretoria do Remo desmoronou quase por inteira, restando apenas algumas peças que não se sabe ao certo qual futuro terão pela frente. A votação que afastou o presidente Pedro Minowa teve consequências catastróficas, que na sua maior essência, padece sem atenção às vésperas do torneio mais esperado pelos remistas.
No último dia 14, o vice-presidente do clube, Henrique Custódio pediu afastamento do cargo por seis meses depois de uma série de desentendimentos com o mandatário máximo.Na segunda-feira (17), Pedro Minowa foi afastado - mas já voltou ao cargo - graças aos 53 votos que recebeu dos conselheiros, enquanto apenas 20 votaram por sua permanência.
Na ressaca das discussões, mais uma baixa significativa foi sentida na cúpula do Leão.O diretor de futebol Cláudio Bernardo pediu oficialmente renúncia do cargo, por não concordar com os desdobramentos tomados com o respaldo do Conselho Deliberativo.
Bernardo era peça chave na relação entre jogadores e presidência, além de ser o grande condutor, ao lado do gerente executivo Fred Gomes, das contratações para a quarta divisão do Campeonato Brasileiro.
“Infelizmente, com todo desenrolar de ontem (segunda), que me deixou profundamente magoado, eu tomei essa decisão junto com a minha família, em me desligar totalmente do futebol remista. Já demos o que tinha que dar, fomos campeões paraenses, mas agora com essa situação desencadeada ontem, não tem como permanecer no futebol do Remo”, confirmou Bernardo, que deixa o cargo após cerca de quatro meses como diretor de futebol.
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