Mesmo sem ter a certeza de que vai estar no cargo quando a bola voltar a rolar, o presidente do Clube do Remo, Pedro Minowa, teceu alguns comentários sobre a situação em que ele foi enquadrado e agora divide as opiniões dentro do Leão acerca da sua permanência. O mandatário falou sobre as reclamações da comissão que lhe investiga, a perseguição que sofre de opositores e a crença no futuro.
A princípio, a maior preocupação dele é quanto ao futebol azulino. “Eu estou preocupado com o futebol do Remo. Sei que temos em torno de dois meses para preparar o time, mas futebol não se faz assim da noite para o dia”, adverte, garantindo que pela lei ainda pode dizer que é o presidente do clube, até que se prove o contrário através de um registro oficial da reunião.
“Juridicamente eu sou o presidente, porque até hoje não recebi a ata, então, de fato e de direito, sou, sim, presidente. Por isso vou reunir com o conselho de futebol para expor os nomes que temos, mas essa exposição que vou fazer a eles, com todo respeito aos membros, terá como última decisão a minha palavra”, pondera.
O maior problema atualmente, além de conviver com os conflitos internos, gira em torno dos bloqueios de renda, que fizeram evaporar praticamente todos os meios de receita do Remo. “Nós estamos com todas as rendas bloqueadas, assinatura de penhora da Arena da 25, por uma questão de pouco mais de R$ 4 mil. É um crime, mas como o Remo deve, a justiça quer cumprir”, acrescenta.
Dívidas com jogadores são reveladas por Minowa.
(Diário do Pará)
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