No final da semana passada, em meio a revoada de processos trabalhistas que batiam a porta do clube, um deles chamou atenção por causa da origem.
Costumeiramente, são atletas e membros de comissão técnica que acionam os clubes na Justiça, mas desta vez a autoria de mais um processo teria sido o ex-gerente executivo do clube, Emerson Dias, que permaneceu no cargo durante a administração do ex-presidente Zeca Pirão.
O ex-funcionário teria pedido R$ 1 milhão por rescisão de contrato unilateral e salários atrasados. O contrato dele com o Remo, à época, foi feito até o final de 2015, mas com a eleição do presidente Pedro Minowa, Emerson perdeu o cargo, que foi repassado ao executivo Fred Gomes.
Quando procurado, Emerson não pôde conversar com a reportagem por estar em aula, mas o próprio presidente Minowa reconhece que não chegou ao seu conhecimento nenhuma ação.
“Até agora não chegou nada em mim. Eu tive uma conversa com ele, em janeiro, e pedi que ele voltasse após as férias dele, mas até hoje não voltou”, revela.
Entretanto, o presidente reconhece que a dívida existe e pode representar um baque dolorido nas já cambaleadas finanças do clube. “No total, são 21 meses de salários que o Remo deve para ele. Com décimos e férias, dá um total de R$ 230 mil, na ‘galinha magra’. Agora, hoje, a ‘galinha gorda’, certamente vai dar uns R$ 400 mil”, contou.
(Diário do Pará)
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