Clima e gramados diferentes, estilos e ritmo de jogo próprios. A adaptação ao futebol local exige um tempo que varia entre cada jogador. O ídolo bicolor Vandick, em 2001, por exemplo, por pouco não foi liberado do clube após a disputa do Parazão. Dentre os atletas de outros centros que desembarcaram no Paysandu esse ano, dois largam na frente no tocante à adaptação – o lateral esquerdo Raí e o meia Raphael Luz.
“Em campo, para mim, pouco muda em relação à forma como eu jogava no Cuiabá, então acho que essa dificuldade não vamos ter nesse começo de campeonato”, comentou o meia bicolor. Atuando no futebol do Mato Grosso há alguns anos, o paulista Raphael se acostumou com duas situações diferentes da sua terra natal – clima e condição dos gramados.
“Cuiabá é uma cidade muito quente, talvez mais até do que Belém. No campeonato do Mato Grosso, especialmente nos jogos do interior, o gramado também nem sempre era das melhores condições. É claro que toda adaptação é diferente, mas acredito que dessa vez o processo não vai ser tão pesado”, afirma Raphael.
Já Raí se tornou jogador no Maranhão, onde o futebol tem traços bem parecidos com o paraense. “O futebol paraense e maranhense tem uma rivalidade de muitos anos. Crescemos ouvindo falar dos times daqui e acabamos acompanhando, por isso, nas competições nacionais. Pessoalmente, já disputei muitos campeonatos estaduais, especialmente na região Nordeste, e acredito que já conheço algumas situações que vamos encontrar por aqui”, afirma o atleta.
Entre as lições que Raí destaca, está a atenção com os times do interior. “Não adiante focar o em ganhar só o Re-Pa porque o campeonato não é só contra o Remo. Uma derrota para uma equipe do interior pode comprometer toda participação no campeonato depois”, comentou o lateral.
(Taion Almeida/Diário do Pará)
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