Quando Juscelino Alves Junior conseguiu por índice técnico a participação na Red Bull Cliff Diving World Series, maior competição do mundo da modalidade High Diving, ele fez mais do que representar o Pará em uma competição internacional. Jucelino foi o primeiro brasileiro a competir na modalidade e seu feito histórico lhe rendeu destaque nacional, mesmo disputando um esporte muito pouco conhecido.
A estreia na etapa de Cartagena, na Colômbia, não foi exatamente como o esperado, mas a chance de virar o jogo está na próxima etapa – a prova de La Rochelle, na França, a mais tradicional do circuito mundial.O atleta já se encontra na França para a prova do dia 17, próximo domingo.
Apesar de ainda enfrentar algumas dificuldades na parte física, Jucelino acredita que deve melhorar a marca de 12º lugar, atrás de quatro saltadores que entraram na competição sem o índice através de convites.“Essa etapa será um grande desafio para mim. Não estou 100% recuperado da lesão que tive na última prova e terei que enfrentar a água mais gelada do campeonato, em torno de 14°C.
Como estratégia para me sair melhor dessa vez e não correr o risco de lesionar ainda mais meu joelho, vou saltar apenas uma vez nos treinos e deixar para dar o meu melhor durante a competição”, explica Jucelino.A tradicional prova francesa é um dos destinos mais aguardados tanto pelos competidores, quanto pelo público.
Em 2013, cerca de 70 mil pessoas prestigiaram o evento, registrando o maior público da história em um evento mundial. Na época, quem levou a melhor foi o atual campeão Gary Hunt, que hoje lidera a temporada após a vitória na Colômbia, dando primeiro passo para defender o título mundial.
Além dos dez atletas oficiais, essa etapa contará com a presença de quatro convidados: o francês Cyrille Oumedjkane, que contará com a vantagem de estar em sua terra natal; o ucraniano Anatoliy Shabotenko; o mexicano Jorge Ferzuli e o polonês Kris Kolanus.
(Diário do Pará)
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