Artilheiro do Santos em 2018, com seis gols, Eduardo Sasha aprovou o novo esquema tático de Jair Ventura, com quatro atacantes e Rodrygo mais recuado. A formação deu certo na vitória por 2 a 1 sobre o Palmeiras pela semifinal do Campeonato Paulista, no Pacaembu, antes da eliminação nos pênaltis.
Na formatação, os jogadores de frente sobrepõem a falta de um meia. Alison e Renato protegem a defesa e Rodrygo, Arthur Gomes, Sasha e Gabigol tentam criar oportunidades.
“Time ficou com características ofensivas. Nós três, eu, Rodrygo e Arthur, voltamos para marcar também. Isso nos deu suporte defensivo e ofensivo para chegar com bastante gente na frente. Formação deu certo. Ganhamos, mas sem a classificação. Essas trocas podem confundir o adversário e criar espaço. Temos os quatro a movimentação, isso dificulta. Se treinarmos mais e criamos entrosamento, tem tudo para dar certo”, disse Sasha, em entrevista coletiva.
A formação agrada a Sasha, mas o atacante tem dificuldade para manter o preparo físico durante os 90 minutos. Ele ajuda muito na marcação. Contra o Palmeiras, acabou substituído por cansaço.
“Pela questão tática que eu tenha que cumprir, é desgastante. Ter que voltar para marcar e chegar ao ataque. Isso desgasta. Além disso, tem a grande sequência de jogos. Depois do Nacional, são muitos jogos e pouco tempo de descanso. Queda de rendimento no segundo tempo é normal por causa dessa questão”, completou.
O Santos vai enfrentar o Estudiantes-ARG na próxima quinta-feira, em Quilmes, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores. Gabigol, suspenso, é desfalque. O técnico Jair Ventura pode optar por um atacante, como Diogo Vitor, para manter o esquema, ou voltar a escalar um meio-campista.
Fonte: Gazeta Esportiva
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