Um grupo de deputados e dois senadores se uniu para protocolar um pedido de impeachment contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, no Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo ainda quer que o titular da pasta responda por crime de responsabilidade.
Entre os motivos apontados na denúncia estão os erros na correção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e alegadas quebras de decoro e do princípio da impessoalidade — em meio à crise do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Weintraub atendeu ao pedido de um apoiador pelo Twitter e pediu para que a prova da filha dele fosse novamente corrigida.
Weintraub está sob forte pressão desde a revelação dos erros na correção das provas do Enem. Apesar de o Ministério da Educação sustentar que os 5.974 problemas foram corrigidos, dezenas de estudantes foram à Justiça para questionar os resultados do exame. Até agora, o presidente da República, Jair Bolsonaro, ainda não se manifestou sobre uma possível exoneração.
“O que fica evidente a partir das análises multitemáticas é que o planejamento e a gestão do MEC estão muito aquém do esperado e são insuficientes para dar conta dos desafios educacionais que se apresentam no país”, diz trecho da denúncia.
O pedido foi apresentado pelos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Fabiano Contarato (Rede-ES) e pelos deputados federais Felipe Rigoni (PSB-ES), João Henrique Campos (PSB-PE) e Tabata Amaral (PDT-SP). Além destes parlamentares, outros 23 deputados endossaram o pedido.
No Twitter, Tabata informou que o processo foi protocolado na Suprema Corte. “Nossos jovens não podem esperar mais. Ajude-nos a colocar pressão no STF para que haja um julgamento! Não dá mais!”, escreveu a parlamentar.
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