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QUARTA ONDA

Apesar da vacina, Carnaval ainda preocupa OMS

Ao avaliar a situação da Covid-19 no Brasil, a especialista afirmou que o programa de vacinação está avançando bem.

quarta-feira, 24/11/2021, 17:01 - Atualizado em 24/11/2021, 17:01 - Autor: Com informações Istoé


Diretora-geral adjunta da OMS, Mariângela Simão
Diretora-geral adjunta da OMS, Mariângela Simão | Reprodução

Em meio a quarta onda da pandemia da Covid-19, o Carnaval 2022 no Brasil não será cancelado. Segundo a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), os ensaios técnicos já estão marcados para a segunda semana de janeiro e as escolas de samba prometem realizar a 'maior festa de todos os tempos'

A diretora-geral adjunta de acesso a medicamentos e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde (OMS), a brasileira Mariângela Simão, demonstrou preocupação com a realização do Carnaval no Brasil.

Durante o Congresso Brasileiro de Epidemiologia, Mariângela destacou que na Europa há um novo aumento de casos de coronavirus e que o vírus continua evoluindo com variantes mais transmissíveis. No entanto, em razão da vacinação, houve uma dissociação entre casos e mortes, pelo fato da vacinação ter reduzido os óbitos decorrentes da doença. Ela lembrou ainda que a imunização reduz as hospitalizações, mas não resolve a transmissão.

Ao avaliar a situação da Covid-19 no Brasil, a especialista afirmou que o programa de vacinação está avançando bem. Porém, a partir da situação na Europa se mostrou receosa com o futuro da pandemia no Brasil pelas discussões em curso sobre o carnaval.

“Me preocupa quando vejo no Brasil a discussão sobre o Carnaval. É uma condição extremamente propícia para aumento da transmissão comunitária. Precisamos planejar as ações para 2022”, alertou.

“A ressurgência de casos na Europa após a flexibilização das medidas sociais e de saúde pública é uma realidade inescapável”, disse em entrevista ao jornal Valor Econômico.

“Só a vacinação não basta; com certeza diminui hospitalizações e mortes pelo Sars-CoV2, mas não diminui a transmissão a ponto de eliminar a circulação do vírus.”

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