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Medidas tabagistas dão sinais sobre futuro do cigarro

Em busca de uma nova vocação no futuro, a companhia também tem olhado para outros segmentos, como o de remédios para asma.

quarta-feira, 06/07/2022, 22:01 - Atualizado em 06/07/2022, 22:00 - Autor: Dol com informações da Folha Press

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No Brasil, a Anvisa proibiu a comercialização de cigarro eletrônico que já é um grande avanço.
No Brasil, a Anvisa proibiu a comercialização de cigarro eletrônico que já é um grande avanço. | (Divulgação)

O tabaco além de prejudicar os mecanismos de defesa do organismo, causa diferentes tipos de inflamação. Por conta disso, os fumantes tem maior risco de infecções por vírus, fungos e bactérias. Sendo assim, estão mais propícios a ter sinusite, traqueobronquites,  pneumonias e tuberculose.

Além das doenças citadas acima, fumar os produtos do tabaco incluindo cigarros e charutos, ele causa nove em cada dez casos de câncer de pulmão, porém, o uso do tabaco pode causar câncer em qualquer parte do corpo como: bexiga, sangue (leucemia mieloide aguda), colo do útero, cólon e reto, esôfago, rim e pelve renal, fígado, pulmão, brônquios, traqueia, boca, garganta, pâncreas, estômago e caixa de voz ( laringe).

A indústria tabagista tem vivido dias intensos nesta semana com sinalizações contrárias de órgãos reguladores sobre o destino desse mercado, que, como a própria fabricante Philip Morris já afirma, deve parar de vender cigarros no futuro.

Aqui no Brasil, nesta quarta (6), a diretoria da Anvisa aprovou relatório sobre os chamados dispositivos eletrônicos para fumar. O documento concluiu pela manutenção da medida que proíbe esse tipo de produto no Brasil. Os próximos passos ainda incluem proposta de texto normativo e novas votações e consultas.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a agência de saúde FDA decidiu suspender temporariamente a ordem dada à empresa de cigarros eletrônicos Juul para que removesse seus produtos do mercado americano.

Segundo a agência, há questões científicas exclusivas à marca que justificam uma revisão adicional, mas isso não significa que a decisão anterior foi rescindida.

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Gigantes como a Philips Morris, que trabalha com meta de eliminar o cigarro tradicional em alguns anos mas precisa ter a porta aberta para o seu novo dispositivo eletrônico que aquece refil de tabaco sem fumaça, seguem atentas ao debate sobre regulamentação. Segundo a empresa, seu produto é diferente dos cigarros eletrônicos.

Em busca de uma nova vocação no futuro, a companhia também tem olhado para outros segmentos, como o de remédios para asma.

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