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TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS

Brasil extradita o “Rei da Cocaína” para a Itália

Rocco Morabito, um dos homens mais procurados da Itália, ficou foragido por mais de duas décadas e foi encontrado em João Pessoa, na Paraíba.

sexta-feira, 08/07/2022, 16:08 - Atualizado em 08/07/2022, 16:07 - Autor: Com informações Veja

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Ricco Marabito sobe em avião da Republica italiana para extradição
Ricco Marabito sobe em avião da Republica italiana para extradição | ANSA BRASIL

Rocco Morabito, conhecido como "rei da cocaína" e considerado um dos chefes da temida máfia calabresa, a "Ndrangheta", chegou à Itália nesta quarta-feira (6/7), após ser extraditado pelo Brasil, anunciaram a Interpol e as autoridades italianas. Ele é procurado desde 1995 pela Justiça italiana por associação ilícita e por tráfico de drogas. Foi preso em maio de 2021 no Brasil.

A "Ndrangheta" tem tentáculos espalhados por toda América Latina, assim como Morabito, de 56 anos, com fluidas relações com organizações criminosas latino-americanas. Morabito desembarcou escoltado por agentes do corpo dos Carabineiros italianos ao aeroporto de Roma-Ciampino e transferido para uma prisão de segurança máxima.

Condenado à 28 anos de prisão, pena que depois foi ampliada para 30 anos, ele foi detido em maio do ano passado junto com outro membro da 'Ndrangheta, Vincenzo Pasquino, originário de Turim. Ele era "um dos fugitivos mais procurados do mundo", disse a Interpol em um comunicado à imprensa.

 

Integrante da poderosa máfia calabresa 'Ndrangheta, Rocco Morabito era o segundo fugitivo mais procurado da Itália
Integrante da poderosa máfia calabresa 'Ndrangheta, Rocco Morabito era o segundo fugitivo mais procurado da Itália | ANSA BRASIL
  

Com sua extradição, "envia-se uma mensagem forte: demonstra-se que nossa rede policial é mais poderosa do que a rede criminosa criada por grupos mafiosos", declarou o promotor antimáfia da Reggio Calabria, Giovanni Bombardieri.

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Morabito havia sido preso em um hotel em Montevidéu, no Uruguai, em 2017, após viver por 13 anos com identidade falsa no balneário de Punta del Este. A Justiça uruguaia aprovou sua extradição para a Itália em 2018, mas, em junho de 2019, ele fugiu pelo telhado do Presídio Central de Montevidéu junto com outros três estrangeiros. Permanecendo foragido até ser preso em 2021, em João Pessoa, no nordeste do Brasil.

Ele é acusado de ter introduzido em torno de 592 quilos de cocaína em 1992, e 630 quilos, em 1993, na Itália.


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