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REDUÇÃO DE EMPREGOS

Americanas fecha 432 lojas desde o início da crise há 3 anos

Varejista passou de 1.880 para 1.448 estabelecimentos no país; reestruturação inclui revisão da operação e negociação de dívidas bilionárias.

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Imagem ilustrativa da notícia Americanas fecha 432 lojas desde o início da crise há 3 anos camera Desde o início da crise, há 3 anos, a Americanas fechou mais de 400 lojas | Davi Rocha/Diário do Nordeste

A presença da Americanas no comércio brasileiro diminuiu de forma significativa desde a crise contábil revelada em janeiro de 2023. Em pouco mais de três anos, a empresa encerrou as atividades de 432 lojas, reduzindo de 1.880 para 1.448 o total de unidades em funcionamento no país até junho de 2026. A retração corresponde a aproximadamente 23% da rede que existia no início do período.

Os números constam nos balanços divulgados pela companhia e mostram a dimensão das mudanças realizadas para reorganizar o negócio após a descoberta de inconsistências contábeis bilionárias. O processo atingiu tanto a estrutura física da varejista quanto o quadro de trabalhadores.

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Em dezembro de 2024, a empresa operava 1.663 lojas. Ao longo de 2025, outros 193 estabelecimentos foram fechados, levando a rede a terminar aquele ano com 1.470 unidades. Nos seis primeiros meses de 2026, a quantidade caiu novamente, chegando a 1.448 pontos de venda.

A redução da estrutura foi acompanhada por uma diminuição expressiva no número de empregados. Em janeiro de 2023, a Americanas tinha 43.123 colaboradores. Três anos depois, em janeiro de 2026, esse total havia recuado para 23.988. A diferença representa 19.135 postos de trabalho a menos, uma queda de aproximadamente 44% no período.

O enxugamento da operação faz parte de uma reorganização que busca adequar o tamanho da empresa às condições financeiras e ao modelo de negócios adotado após a crise. O fechamento de lojas, porém, também altera a presença da marca em diferentes cidades e centros comerciais.

A crise veio a público em janeiro de 2023, quando a companhia revelou inconsistências contábeis de grande dimensão e recorreu à recuperação judicial para negociar seus compromissos financeiros. Na época, a empresa informou ter cerca de R$ 800 milhões em caixa e dívidas próximas de R$ 43 bilhões.

O episódio desencadeou uma das maiores crises recentes do varejo brasileiro e levou a mudanças na administração, negociações com credores e revisão das operações. O plano de recuperação judicial foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.

A partir daí, a companhia avançou em medidas para reorganizar os pagamentos, levantar recursos e reduzir despesas. Em março de 2026, a Americanas protocolou um pedido para encerrar o processo de recuperação judicial, alegando ter cumprido as obrigações previstas no plano com vencimento até dois anos após a homologação.

Próximos resultados devem atualizar os números

A evolução da rede de lojas e do quadro de funcionários poderá ser avaliada novamente com a divulgação dos próximos resultados financeiros da companhia. O balanço referente ao terceiro trimestre de 2026 está previsto para novembro.

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Até lá, os dados mais recentes disponíveis indicam que a Americanas mantém uma operação consideravelmente menor do que a existente antes da crise. A reestruturação continua a marcar a trajetória da empresa, que busca ajustar sua estrutura física e financeira após anos de dificuldades.

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