O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, voltou a ser condenado a mais de 120 anos de prisão por homicídio qualificado, com o agravante de motivo torpe contra quatro traficantes rivais em uma rebelião ocorrida no dia 11 de setembro de 2002, no presídio Laércio da Costa, conhecida como Bangu 1, de segurança máxima. O julgamento do traficante ocorreu na última quarta-feira (13) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O júri popular formado por cinco mulheres e sete homens considerou Beira-Mar, um dos líderes da principal facção de venda de drogas do Rio, culpado, mesmo não tendo agido diretamente na ação que matou Ernaldo Pinto Medeiros, o Uê, chefe de uma facção rival e que teve o corpo carbonizado, Carlos Alberto da Costa, o Robertinho do Adeus, Wanderlei Soares, o Orelha (estes dois, cunhados de Uê) e Elpídio Rodrigues Sabino, Pidi ou Robô.
A sentença foi confirmada pelo juiz Fábio Uchôa de Magalhães perto das 2h da madrugada desta quinta-feira. O julgamento só não se prolongou por mais tempo porque nove das dez testemunhas não depuseram. Os agentes penitenciários arrolados pela promotoria não compareceram, de acordo com a promotora Fabíola Lima, por medo. Uma testemunha da defesa, um traficante que sobreviveu à chacina de 2002, está foragida. O único a depor foi o traficante Celso Luís Rodrigues, o Celsinho da Vila Vintém, outro sobrevivente e que mesmo sendo de uma facção rival foi, de acordo com suas próprias palavras, salvo por Beira-Mar.
Beira-Mar já tinha 133 anos de condenações a cumprir e desde 2012 está cumprindo pena no presídio Federal de Porto Velho, depois de a polícia ter descoberto um plano para tentar resgatá-lo do presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Beira-Mar já está retornando em avião da Polícia Federal para Rondônia.
(DOL, com informações do portal Terra)
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