Para os Ngāi Tahu, tribo maori da Ilha sul da Nova Zelândia, uma ave pré-histórica que não voa tem um significado espiritual muito grande. No entanto, nos últimos 50 anos, acreditava-se que a takahē estava extinta. No entanto, essa realidade mudou. Isso porque o animal – com penas em tons de azul turquesa e verde, já pode voltar a servir como kaitiaki (guardião) do povo que habita a região.
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Recentemente, 18 takahēs foram soltas no Vale de Greenstone, em Whakatipu Waimāori, uma área de propriedade da tribo Ngāi Tahu. O projeto, um dos mais longos de conservação, começou em 1948, quando alguns espécimes da ave pré-histórica foram redescobertas: uma pequena população encontrada nas pastagens das remotas montanhas Murchison, acima do Lago Te Anau, em Fiordland.
O governo da Nova Zelândia vem, nas últimas sete décadas, investindo para salvar a espécie da extinção. A ação envolve a reprodução em cativeiro, reintrodução de indivíduos na vida livre e a translocação entre ilhas. Agora, as estimativas são de que o número total dessas aves no país se aproxime de 500.
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Esta ave mede aproximadamente 50 cm de altura e pesa entre 2,3 e 3,8 kg. Com pernas vermelhas, bico grande e na mesma cor chamativa, as takahēs tem penas que variam de um azul escuro na cabeça, pescoço e peito até tons de turquesa iridescente e verde oliva nas asas e costas. A fêmea pode ter até dois filhotes por ano, e a expectativa de vida da ave é até 18 anos.
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Estudos com fósseis dizem que a ave já existia ao menos na era pré-histórica do Pleistoceno.
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