plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
CRISE ENERGÉTICA GLOBAL

Agência alerta para risco de colapso no mercado de petróleo

Guerra no Oriente Médio provoca retirada de 14 milhões de barris por dia do mercado e faz entidade abandonar previsão de excesso de oferta para 2026

twitter Google News
Imagem ilustrativa da notícia Agência alerta para risco de colapso no mercado de petróleo camera Imagens de drone | (Reprodução)

A escalada militar envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel colocou o mercado global de petróleo sob forte pressão e reacendeu o temor de uma crise energética mundial. Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revisou drasticamente suas projeções e passou a prever um cenário de déficit severo de oferta já a partir de 2026.

Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (13), a agência afirma que o mundo enfrenta uma retirada “sem precedentes” de petróleo do mercado internacional, impulsionada por perdas de produção no Golfo Pérsico e pelas restrições no Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo de transporte de petróleo do planeta.

Conteúdo Relacionado:

A nova estimativa aponta que mais de 14 milhões de barris por dia estão temporariamente fora do mercado. Com isso, a IEA abandonou a expectativa de superávit para 2026 e agora projeta déficit de 1,78 milhão de barris diários ao longo do próximo ano.

Preço do petróleo dispara e estoques globais encolhem

O impacto da crise já é sentido nos preços internacionais. O barril do petróleo ultrapassou os US$ 100 após ataques contra instalações energéticas iranianas e o bloqueio parcial do Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.

De acordo com a IEA, os estoques globais estratégicos e comerciais tiveram uma redução recorde de 246 milhões de barris apenas entre março e abril. Em resposta, países membros da agência coordenaram a liberação emergencial de 400 milhões de barris de reservas estratégicas, a maior operação do tipo já realizada.

Até agora, cerca de 164 milhões de barris já foram colocados no mercado. Ainda assim, analistas avaliam que a medida apenas reduz temporariamente os efeitos de uma crise considerada estrutural.

Estreito de Ormuz se torna principal foco de tensão

A insegurança no Estreito de Ormuz elevou os custos de seguro marítimo e levou empresas de navegação a evitarem a região. Mesmo sem um bloqueio formal completo, o fluxo de petroleiros caiu drasticamente nas últimas semanas.

A IEA trabalha com a possibilidade de retomada gradual do tráfego marítimo a partir do terceiro trimestre deste ano. Ainda assim, a agência avalia que o mercado permanecerá “severamente desabastecido” até pelo menos o fim do terceiro trimestre de 2026.

No cenário mais crítico, o déficit entre oferta e demanda pode atingir 6 milhões de barris por dia já no segundo trimestre deste ano.

Guerra também reduz consumo global

Além de afetar a oferta, a guerra começa a impactar a demanda mundial por combustíveis. A desaceleração econômica e a alta dos preços da energia devem provocar retração de 420 mil barris diários no consumo em 2026, segundo a nova projeção da IEA.

Os setores mais afetados são aviação e petroquímica, altamente dependentes de derivados de petróleo e mais vulneráveis ao aumento dos custos operacionais.

Mercado teme nova onda inflacionária global

A disparada do petróleo também elevou o alerta entre bancos centrais e governos, que temem uma nova rodada de inflação semelhante à registrada após a guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022.

O encarecimento dos combustíveis pressiona custos de transporte, alimentos, fertilizantes, energia elétrica e cadeias industriais em diversos países.

Quer mais notícias direto no celular? Acesse nosso canal no WhatsApp!

Nos Estados Unidos, a Casa Branca discute medidas emergenciais para reduzir o impacto da alta da gasolina sobre os consumidores em ano eleitoral. Na Europa, governos acompanham com preocupação o aumento da vulnerabilidade energética do continente.

Especialistas apontam que a crise pode acelerar investimentos em fontes renováveis, energia nuclear e mudanças nas cadeias globais de suprimento. No curto prazo, porém, o mercado segue diretamente dependente da evolução do conflito no Oriente Médio.

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

tags

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Mundo Notícias

    Leia mais notícias de Mundo Notícias. Clique aqui!