A temática da “guerra cambial” e os Estados Unidos como franco-atirador será o centro das discussões durante a reunião do G20, iniciada nesta sexta-feira (22). A intenção é que as nações participantes a entrem em um acordo para reduzir o superávit em conta corrente, permitindo, assim, a valorização de suas moedas.
O encontro do G20 coloca na mesma sala representantes de países ricos e emergentes e foi precedido por uma reunião do G7. Nesta edição, ele acontece em Gyeongju, na Coreia do Sul.
O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, pediu em carta que “países com superávits persistentes deveriam comprometer-se a políticas estruturais, fiscais e cambiais para impulsionar as fontes domésticas de crescimento”.
A proposta foi de imediato rejeitada por Índia e Japão, pois trazia como contrapartida a máxima de que países com grandes déficits orçamentários e comerciais, incluindo os EUA, adotassem “metas fiscais sustentáveis de médio prazo”.
Ultimamente, países emergentes sofrem com a desvalorização do dólar, o que prejudica as exportações. No Brasil, para tentar conter a queda da moeda norte-americana, o Ministério da Fazenda aumentou para 6% o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investimentos de estrangeiros em renda fixa. (DOL, com informaçôes do eBand)
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