Após operar em baixa durante boa parte do pregão desta sexta-feira (15), o dólar retomou o fôlego no final do dia e fechou em leve alta, influenciado por operações pontuais de compra da moeda americana e por cautela em relação às atuações do Banco Central no câmbio, segundo operadores.
O dólar comercial, usado no comércio exterior, encerrou o dia em leve alta de 0,13% sobre o real, cotado a R$ 2,998 na venda. Já o dólar à vista, referência no mercado financeiro, teve desvalorização de 0,49%, para R$ 2,988. Ambos chegaram a ser negociados na casa dos R$ 2,97 ao longo do dia. Na semana, o dólar comercial subiu 0,47%, enquanto o dólar à vista recuou 0,11%.
"O dólar ficou barato, e o mercado pode ter percebido que vendeu muito mais do que deveria, por isso teve que recomprar no fim do dia. Algumas operações pontuais de compra podem ter dado força à cotação antes do fechamento", disse Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.
Segundo Galhardo, a cautela com as atuações do BC no câmbio também pesaram na retomada do dólar ao final da sessão.
"O BC utiliza isso como um instrumento para equilibrar o mercado. Para não correr o risco de a autoridade voltar a reduzir o volume de intervenções, como fez no início de maio, os 'players' [participantes como grandes bancos e corretoras] podem ter puxado a cotação do dólar para mais perto dos R$ 3 no final do dia [através de grandes compras da moeda]. É um patamar que não pressiona a inflação e, para os exportadores, também não é ruim", afirmou.
Nesta sexta-feira, a autoridade monetária brasileira rolou para 2016 os vencimentos de 8,1 mil contratos que estavam previstos para o início de junho, em um leilão que movimentou US$ 393,6 milhões. A operação é equivalente à venda futura de dólares.
Se mantiver esse ritmo até o final de maio, o BC rolará apenas 80% do lote total de contratos de swap com vencimento no início do próximo mês, que corresponde a US$ 9,656 bilhões. Nos meses anteriores, a rolagem estava sendo de 100% dos contratos.
(Folhapress)
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