Três árvores, sendo dois flamboyants e um açaizeiro, que ficavam no jardim da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) de Belém, órgão ambiental da Prefeitura de Belém, "desapareceram" na sede da secretaria.
O "sumiço" gerou revolta na população. A secretaria fica localizada na Travessa Quintino Bocaiúva, entre a Rua dos Mundurucus e Conselheiro Furtado, no bairro da Cremação, em Belém. Para Thais Souza, moradora do bairro da Cidade Velha, mas que sempre passa pela frente da Semma, a supressão das árvores é um crime.
“Fiquei muito triste quando vi que as árvores tinham sido cortadas. Não consigo entender como a própria Secretaria de Meio Ambiente faz isso com as árvores do jardim. É muito triste. Ainda mais com o calor que estamos tendo em Belém, as árvores ajudam a amenizar. Mesmo que plantem outras no local, até elas crescerem e darem sombra, vai demorar”, desabafa.
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As árvores faziam parte do conjunto arquitetônico e paisagístico da obra modernista do arquitetônico Camilo Porto. É o que explica a engenheira agrônoma, paisagista e ex-diretora Geral da Semma, Juliane Moutinho. “Belém tem um patrimônio cultural rico e aquelas árvores faziam parte da arquitetura do Camilo Porto. De um modo geral, o monumento cultural não se restringe a uma visão de bens edificados pelo homem. Ele abrange a paisagem e outros elementos de interação humana com a natureza e precisam ser cultivados e valorizados. Aquelas árvores faziam parte de uma época de Belém, quando se tira aquela vegetação, que foram plantadas na época da edificação da obra, se descaracteriza, pois, o arquiteto pensou como um todo, incluindo a arquitetura e o jardim. E as pessoas precisam ter essa consciência e esse cuidado. As gerações futuras já irão conhecer o patrimônio descaracterizado”, explica.
Veja como era o jardim da Semma antes das árvores serem cortadas:

RESPOSTA
Através de nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) informou que as árvores do jardim da instituição foram retiradas devido à queda de um Flamboyant, ocorrido em meio a fortes chuvas no dia 5 de junho, que danificou as grades de proteção da sede.
Após análise do Departamento de áreas verdes públicas (DAVP) no outro vegetal da mesma espécie e no açaizeiro, constatou - se que eles também apresentavam o risco de queda sobre o prédio da secretaria e da casa ao lado, levando a equipe técnica optar pela retirada das mesmas. A Semma informou, também, que está sendo estudado a possibilidade de plantio de espécies adequadas para o espaço.
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