Pelo segundo mês consecutivo, o preço do açaí consumido na capital paraense apresentou queda nos pontos de venda. O recuo no valor vem sendo constatado ao longo dos últimos 12 meses, de acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), feita nas feiras livres, pontos de venda e redes de supermercado de Belém.
A cadeia produtiva do fruto passa por períodos de grande produção e, segundo o instituto, com isso, o preço despenca por boa parte do ano, na chamada safra. Em um ano, o preço médio do produto, do tipo médio, teve recuo de 17,54%, enquanto o açaí grosso recuou 12,74%. Em julho do ano passado, o preço dos tipos médio e grosso estavam na casa de R$18,72 e R$27,06, respectivamente. No mesmo período deste ano, o valor ficou em R$15,43 e R$23,61, respectivamente. “Na entressafra, que vai de novembro e se estende até maio, o preço sofre bastante variação para cima, por isso nesse período o preço sobe”, justifica Everson Costa, técnico e pesquisador do Dieese.
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Pelas ruas da capital, são centenas de pontos de açaí. Em média, os vendedores dizem que esse momento é favorável às vendas. “Hoje, quando vamos comprar a lata, ela custa entre 35 e 50 reais. O preço está bastante equilibrado e a gente consegue manter uma média convidativa para os clientes”, diz o vendedor Johnny Costa, 33, que trabalha há cerca de dois anos na feira da avenida Rômulo Maiorana. Segundo ele, o valor deve se estender até o final do ano, quando fica mais difícil segurar um valor médio diante do preço praticado pelos atravessadores. “Tem vezes que o preço está três vezes maior de um dia para o outro. Ai as coisas complicam”, ressalta.
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