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BOM E BARATO

Aprenda a fazer um churrasco incrível sem gastar demais

Apesar da inflação galopante da carne vermelha, com algumas substituições e capricho nos acompanhamentos, é possível manter a tradição do “churras” do fim de semana. Confira as dicas de um especialista!

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Imagem ilustrativa da notícia Aprenda a fazer um churrasco incrível sem gastar demais camera Apesar da alta nos preços da carne, especialista dá dicas para um churrasco gostoso e econômico. | Divulgação

Que o preço da alimentação está pela hora da morte não é novidade para ninguém e uma das maiores vilãs das gôndolas é a carne vermelha. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que, nos últimos 12 meses, a alta acumulada no preço do produto alcançou cerca de 32%, contra uma inflação de 10,42% (INPC/IBGE) calculada para o mesmo período.

A situação que já fez supermercado botar alarme em bandeja e até entregar o produto ao consumidor só depois do pagamento no caixa, mostra que fazer churrasco no Brasil, hoje, é uma ostentação para poucos. E logo por aqui que o “churras” do fim de semana acompanhado de uma cervejinha gelada (e também inflacionada) é praticamente uma “instituição”.

O mestre churrasqueiro (pitmaster) Claudionor Vieira Junior, comenta o quadro atual. “Atualmente, com o aumento dos preços das carnes devido a vários fatores, entre eles o aumento das exportações pela desvalorização do real, tem sido cada vez mais difícil, em termos financeiros, para o consumidor de classes baixa e média, ter acesso a carnes de qualidade, mesmo com a melhora da criação de gados no Brasil”, considera.

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Mas, os amantes da carne na brasa também não precisam aposentar o espeto e a grelha, diz ele. “É normal que haja uma procura por proteínas mais baratas. Anteriormente, churrasco era sinônimo de carne bovina, mas pode-se fazer um excelente churrasco utilizando outros animais, como suínos, ovinos e frangos, além de algumas vísceras”, exemplifica.

“Eu particularmente gosto bastante de suínos no churrasco e estes possuem um preço mais acessível. Por exemplo, enquanto o valor do quilo de uma picanha, atualmente, gira em torno de R$ 60 a R$ 70, o valor do quilo de um suíno gira em torno de R$ 18 a R$ 25, dependendo do local”, informa. “Frango é mais barato ainda, comprando o kg a R$ 9 a R$ 10, o frango inteiro”, cita.

Claudionor lembra que alguns cortes bovinos não tão procurados ou conhecidos também podem ajudar na redução de custos
📷 Claudionor lembra que alguns cortes bovinos não tão procurados ou conhecidos também podem ajudar na redução de custos |Divulgação

Contudo, Claudionor lembra que alguns cortes bovinos não tão procurados ou conhecidos também podem ajudar na redução de custos. “Por exemplo, um corte muito saboroso é o miolo do acém, que até há pouco tempo não era muito utilizado nas grelhas aqui no Brasil de forma difundida, visto que faz parte do dianteiro do animal, mas é um corte macio e entremeado de gorduras que o deixa muito suculenta”, dá a dica.

“Outro corte que está ganhando mercado é o centro da paleta, conhecido como raquete, que se for mais o centro, chama-se Flat Iron. Muito saboroso e bom de preço. Há também um corte mais tradicional que gosto muito que é a fraldinha, que é excelente para churrasco se for bem-feita”, ilustra. “Todos possuem um valor razoavelmente bom, se comparados às carnes mais tradicionais como picanha e alcatra”.

EXPERTISE

Claudionor é campeão Regional Norte de American BBQ em 2019, primeiro campeão brasileiro de American BBQ pela @pitmasterbrasil e integrante da equipe brasileira de pitmasters que representou o Brasil no Campeonato Mundial de American BBQ na cidade de Houston, Texas, nos Estados Unidos em 2020, onde ficou em 21º lugar entre mais de 350 competidores. No Texas, os 50 primeiros colocados são tidos como os Grandes Churrasqueiros. Com toda essa expertise no assunto, já treinou mais de 5.500 alunos na arte do churrasco, ensinando desde técnicas básicas a técnicas avançadas do churrasco brasileiro, argentino/uruguaio e americano. Outra dica do fera é caprichar nos acompanhamentos para que a carne possa render.

“Acompanhamentos gostosos ressaltam o sabor de um prato de churrasco, com certeza. A combinação de sabores na gastronomia é uma arte que precisa ser almejada sempre”, pontua, com uma ressalva. “Há acompanhamentos que podem, inclusive, fazer o sabor da sua carne piorar”, diz. “Pensando em custos, os acompanhamentos também são fundamentais, visto que fazem parte da composição do peso do prato que, logicamente, será consumido pelo convidado. Em uma composição, normalmente, a proteína possui o maior custo”.

Por isso, nada de relegar esses itens para segundo plano. “Atualmente, mesmo com a difusão da gastronomia, ainda é muito comum churrasqueiros não gostarem de cozinhar os acompanhamentos e repassarem esse bastão para as suas esposas, secretárias ou amigos que queiram ajudar, e estes acabam ficando somente no padrão de arroz, vinagrete e farofa”.

Como um ritual, a tradição brasileira merece continuar, destaca o especialista, ainda que os preços não sejam tão convidativos. “O churrasco, desde os primórdios, é sinônimo de confraternização de grupos de amigos para conversar enquanto se come, então não adianta ter pressa”, dá a dica. “Precisa-se cada vez mais aprender a apreciar um churrasco. Para mim, as melhores carnes são preparadas por longas horas, deixando-as muito macias e suculentas, mas nem todos possuem esta paciência”.

E mesmo que a compra seja de cortes menos nobres, saber escolher uma boa carne é o primeiro passo, avisa. “A qualidade da carne é responsável por mais de 80% a 90% da qualidade do churrasco. Sempre digo isso, não adianta querer a qualidade final, se a matéria prima inicial não for boa. Então sempre procure um excelente local para comprar as suas carnes, com boa rotatividade de vendas, evitando comprar peças velhas, que trabalhe com gado gordo, bem-criado. Isso é fundamental”, ensina. “Depois, aplique técnicas de grelha, trabalhando o calor certo do braseiro e quantidade certa de sal, e pronto. Só apreciar com os amigos. Para aqueles que querem aprender, é só participar de um dos meus cursos de churrasco”, convida Claudionor.

Passo a passo do espeto econômico

Confira algumas dicas para fazer um bom churrasco, sem gastar muito e com qualidade.

1. Use lenha

Se você tiver como usar lenha de graça, dê preferência a ela, no lugar do carvão. Contudo, verifique se a lenha não tem aroma, o que pode alterar o sabor da carne. O acendimento do fogo também é um pouco mais trabalhoso. Apesar do trabalho maior, o carvão pode ser mais caro.

2. Use cortes mais baratos

A desejada picanha está cada vez mais cara, mas não é essencial para se fazer um bom churrasco. Cortes como a fraldinha, o contrafilé, a capa do filé, e mesmo a agulha e o coxão mole são boas opções para o churrasco. Contudo, observe que ao fazer essas escolhas, o ideal é servir a carne malpassada ou ao ponto, para que não seja servida dura e seca demais.

3. Planeje

Calcule quantas pessoas participarão do churrasco, quanto você terá de acompanhamento, e só então faça a estimativa da quantidade de carne. Se forem servidos diversos acompanhamentos, cerca de 300 gramas de carne por pessoa é suficiente. Se for servir apenas carne, aumente a quantidade para 500 gramas. Na internet existem “churrascômetros” para fazer esse cálculo.

4. Dê um up nos acompanhamentos

Em um churrasco, obviamente, todos querem degustar as carnes, mas é possível economizar ao ofertar diversos acompanhamentos como pão de alho, batatas assadas recheadas e enroladas em alumínio, legumes e vegetais como pimentões e cebolas, farofas variadas, e saladas. Só de pensar já dá água na boca...

Fonte: Sites especializados.

Receita

Para provar que o churrasco pode render mais com bons acompanhamentos, que vão além do arroz branco, farofa e vinagrete, Claudionor ensina a seguir a receita de Baião de 2. Confira!

Ingredientes

1kg de feijão caupi (colônia) catado e lavado

1 kg de arroz branco tipo 1

400g de linguiça calabresa fininha cortada em rodelas

400g de charque já dessalgado

400g de bacon sem o couro cortado em cubos pequenos

5 folhas de louro

1,5 colher de sopa de cominho

1,5 colher de sopa de páprica defumada

7 dentes de alho picados

2 cebolas picadas

10 pimentinhas verdes picadas

2 tomates picados

2 maços de cheiro verde picados

30ml de azeite extra virgem

Pimenta do reino à gosto

Água potável

Sal à gosto

Modo de preparo

Em uma panela coloque para refogar no azeite a calabresa, o bacon e o charque. Mexa até que fiquem dourados.

Acrescente a cebola, o alho, o cominho e a páprica e deixe refogar até as cebolas ficarem translúcidas.

Acrescente a pimentinha, o tomate, a pimenta do reino, as folhas de louro e deixe refogar por uns 5 minutos.

Acrescente o feijão e um pouco de água até cobrir tudo em 2 dedos.

Deixe ferver. Caso seque, acrescente um pouco mais de água.

Vá mexendo e verificando o ponto do feijão. De vez em quando pegue um bago de feijão e prove até estarem “al dente”.

Acrescente o arroz e se preciso, mais água, até cobrir tudo em 2 dedos.

Prove e acerte o ponto do sal.

Deixe cozinhar e se precisar, acrescente mais água (aos poucos) até o arroz e o feijão estarem cozidos.

Desligue o fogo, acrescente o cheiro verde. Pode servir.

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