O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, manifestou-se, na tarde desta segunda-feira (20), em redes sociais, sobre os dois vídeos que circulam com moradores em situação de rua sendo agredidos por agentes de segurança fora e dentro da Feira da 25 de Setembro, no bairro de São Brás.
Ao tomar conhecimento dos fatos, ocorridos no último dia 17, o prefeito solicitou providências aos órgãos competentes e disse estar estarrecido com as imagens de violência ocorrida em espaço público da cidade.
“Hoje fiquei estarrecido com as imagens de agentes de segurança privada, que atuam no bairro de São Brás, espancando seres humanos que vivem nas ruas. Um deles violentamente torturado dentro da Feira da 25”, afirma o prefeito.
Edmilson reforçou que a Prefeitura agiu de forma imediata para investigar os fatos. “A empresa não tem nenhum vínculo com a Prefeitura. Se tivesse, seria punida com rigor e emergência necessários, porque crime de tortura é inafiançável e não podemos admitir que essa barbárie seja naturalizada”, repudia.
A Prefeitura de Belém já acionou os órgãos competentes para defender os direitos humanos e pedir justiça diante dos atos violentos.
“Apelamos à Secretaria de Segurança Pública, à Polícia Civil e ao Ministério Público do Estado. Sei que o governador Helder Barbalho concorda comigo e fará o que for possível para dar um basta a essa prática violenta cometida por um grupo privado, que se porta como uma milícia ao praticar atos de tortura em plena via pública ou espaço público, como na Feira da 25 de Setembro”.
VEJA O VÍDEO:
Para o prefeito, esse tipo de violência não passará nem ficará impune. “Os direitos humanos compõem, para nós, valores estratégicos. Justiça”, pede o prefeito.
Além disso, a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SecDH), Secretaria Municipal de Economia (Secon), Fundação Papa João XXIII (Funpapa) e a equipe do Consultório na Rua da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), esteve na Feira da 25, no final da manhã desta segunda para dialogar com os feirantes, prestar atendimento psicossocial e tomar providências de acolhimento às vítimas.
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