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CONTRA HOMOFOBIA

População faz "Beijato" contra agressão de lésbicas em Belém

Representantes da Coordenadoria de Diversidade Sexual do município de Belém estiveram presentes no ato, assim como a Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, que acompanham o caso.

sexta-feira, 03/06/2022, 17:50 - Atualizado em 03/06/2022, 17:47 - Autor: Paula Marrocos, com informações de Cácia Medeiros/RBATV

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Imagem ilustrativa da notícia: População faz "Beijato" contra agressão de lésbicas em Belém
| Fotos: Cácia Medeiros/RBATV

O Brasil, pelo quarto ano consecutivo, é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+. É o que mostra o novo relatório produzido pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+, lançado em maio deste ano. Na última quinta-feira (02), um caso de lesbofobia, em Belém, repercutiu nas redes sociais e em toda capital paraense após um grupo de taxistas brigarem com duas mulheres que se beijavam em uma praça do bairro de São Brás.  

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Dezenas de pessoas se reuniram para protestar na tarde desta sexta-feira (03), em frente ao ponto de taxi onde ocorreu o caso, na Av. José Bonifácio, na esquina da Feira da 25. O ato, chamado de "Beijato", ocorreu de forma pacífica, contando com a participação de dezenas de pessoas.

 

| Fotos: Cácia Medeiros/RBATV
 

Leila Palheta, mãe de duas meninas lésbicas, contou que o que a motivou a fazer parte do manifesto foi principalmente a vida das filhas. "Estou hoje no movimento, em prol da vida, e principalmente da vida das minhas filhas, que são lésbicas. Me coloquei no lugar dessas mães que receberam a notícia de que suas filhas foram espancadas covardemente, por trocarem selinhos. Isso que me moveu, pois poderia ter sido uma das minhas filhas", contou a empreendedora social. 

Representantes da Coordenadoria de Diversidade Sexual do município de Belém e da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará que acompanham o caso, estiveram presentes no ato.

 

| Fotos: Cácia Medeiros/RBATV
 

Francisco Vasconcelos, coordenador do Comitê Artes pela Vida, avaliou a importância do movimento. "Situações como essas, onde duas jovens foram agredidas, não podem mais acontecer. Nós que lutamos pelos direitos humanos, não podemos admitir isso. Temos que dizer o quanto é importante esse assunto. LGBTQIFobia é crime", disse o coordenador.

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Segundo Darlah Farias, do coletivo Sapato Preto, os dados são alarmantes. "Temos um déficit de geopolíticas públicas, que acolham pessoas LGBTQIs e reeduquem a sociedade. O ato é para mostrar que não aceitaremos mais sermos meras estatísticas", desabafou. 

 

Darlah Farias - Coletivo Sapato Preto
Darlah Farias - Coletivo Sapato Preto | Fotos: Cácia Medeiros/RBATV
 



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