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MPF investiga ação da Anac na região

O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação na última sexta-feira (2) para tentar esclarecer os inúmeros desastres com aeronaves ocorridos no Pará. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi intimada a prestar esclarecimento sobre sua atuaçã

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O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação na última sexta-feira (2) para tentar esclarecer os inúmeros desastres com aeronaves ocorridos no Pará. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) foi intimada a prestar esclarecimento sobre sua atuação na região. Denúncias indicam possíveis irregularidades na fiscalização do órgão, responsável pela regulamentação da aviação comercial no país.

“Os inúmeros acidentes que vêm ocorrendo no Estado não podem ser explicados como simples coincidência. Existe algo de muito incomum por trás disso. Neste primeiro momento, convocamos a Anac para que preste esclarecimento, já que é responsável pela fiscalização das aeronaves e pilotos”, diz o procurador da República Bruno Araújo Soares Valente.

Foram registrados no Estado sete acidentes aéreos em 2012, quatro deles somente em fevereiro. Dois deles tiveram vítimas fatais, ocasionando sete mortes no total. No dia 16 de fevereiro, um avião bimotor com quatro pessoas caiu logo após decolar do aeródromo do município de Cametá. O piloto, o copiloto e os dois seguranças que estavam no avião morreram.

Duas semanas depois, no dia 25, a queda de outro bimotor ocasionou as mortes do deputado estadual Alessandro Novelino, do assessor parlamentar dele, José Augusto dos Santos, e do piloto Roberto Carlos Figueiredo.

O presidente do Aeroclube do Pará, Paulo Rodrigues, veio a público responsabilizar a suposta falta de infraestrutura da Anac pelos acidentes. Segundo ele, até 2009 o posto da Anac em Belém contava com até 20 funcionários. Após uma tentativa de desativação de unidades regionais aqui e em mais 22 capitais, o efetivo teria sido reduzido para apenas dois agentes.

“Se for comprovada falta de fiscalização, vamos estabelecer medidas para que a Anac aumente seu efetivo e invista na unidade regional. Mesmo que seja necessário uma ação judicial”, adianta o procurador.

O DIÁRIO tentou contato com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), via assessoria de imprensa em Brasília, entretanto até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. (Diário do Pará)

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