O baixo crescimento do PIB, anunciado na manhã de hoje pelo IBGE, se deve, em grande parte, pela crise internacional deflagrada no segundo semestre de 2011. A opinião é do economista Roberto Sena, supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). “O Brasil se preparou bem para essa crise e o Pará tem reagido bem aos efeitos dela”, disse Sena.
A economia brasileira registrou crescimento de apenas 2,7% em 2011. Em valores correntes, a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 4,143 trilhões e o PIB per capita ficou em R$ 21.252. Em 2010, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) fora de 7,5%.
Segundo Sena, todos os estados brasileiros sentem reflexos dessa baixa de crescimento, mas o Pará está com uma economia forte, em constante crescimento, deve sentir os efeitos em menor escala. “O Estado tem crescido muito em relação a empregos, por exemplo; não dá para relacionar o PIB nacional diretamente com os números do Pará. Registrar 50 mil novas contratações por ano, como o Pará, é sinal de desenvolvimento”.
A saída para a crise, alerta o economista, é aumentar o consumo interno. “É necessário ter reajustes salariais para que as pessoas comprem mais, o comércio venda mais e nossa economia se fortaleça”.
Segundo o IBGE, "ao longo de todo o ano de 2011, o crescimento da população empregada e da massa real de salários, ao lado da expansão do crédito ao consumo, sustentaram o crescimento das vendas no comércio". (DOL)
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