O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (6) o crescimento do Produto Interno Bruto no ano de 2011: foi de 2,7%, resultado considerado baixo comparado com o ano anterior, que foi de 7,5%. O Pará, estado de tantas riquezas, apresenta apenas 1,9% do PIB de todo o Brasil.
O economista José do Egipto, consultor da Fiepa, aponta a crise econômica na Europa como motivo para a baixa no PIB. “Quando anunciou a crise na Europa o empresário logo parou de investir”, explica o economista. Ele explica ainda que em 2011 houve a queda relativa muito grande, pois 2010 foi atípico, marcado pelo crescimento do consumo, já que em 2009 vivemos a crise econômica mundial. Para 2012, o economista, conta que a perspectiva de crescimento no Brasil será um pouco maior, se não tiver nenhum fato que influencie na economia.
No Pará, a divulgação do último PIB é de 2008, que foi de R$ 58 bilhões, valor considerado baixo para um estado marcado pelas riquezas naturais, segundo o economista. José do Egipto acredita que a solução para o Estado crescer é se tornar uma matriz produtiva, com produtos transformados. “Não podemos ser meramente exportadores de produtos primários. Se produzirmos manufaturados e investíssemos em tecnologia, o PIB do Pará seria maior”, afirma Egipto.
“É bom para o Brasil o Pará ser exportador de mineral. Se o Pará exportasse produtos geraria mais empregos”, ressalta o economista, que agrega a baixa participação no Estado no PIB com a baixa renda per capita dos paraenses. “A renda per capita é uma das piores dos estados do Norte. É metade da renda brasileira, em média. O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no ano. Quando olhamos dentro da economia paraense vemos que o crescimento do setor de comércio e serviços é o maior, quando deveria ser a indústria”, afirma o economista. (Thais Rezende/DOL)
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