Na manhã de hoje (6) o senador Mário Couto (PSDB-PA) e mais 15 servidores da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) tiveram os bens acautelados pela Justiça do Pará. No despacho do juiz da 1ª Vara da Fazenda, Elder Lisboa Ferreira da Costa, consta que somente na gestão de Mário Couto (ex-presidente da Alepa) e Haroldo Martins (ex-1º secretário), no período de 2003 a 2007, foi constatado um desvio de R$ 2.387.851,81.
No despacho emitido hoje, objetivando acautelar os bens para a decisão posterior, impedindo eventuais vendas ou transferências, o juiz solicitou à Receita Federal a declaração de bens dos investigados, além de ter oficiado os cartórios de Registro de Imóveis de Belém e o Departamento de Trânsito (Detran) para evitar venda ou transferência de bens dos envolvidos no caso.
É possível que a declaração dos bens do senador Mário Couto não seja muito diferente da que foi feita ao Tribunal Regional Eleitoral, quando o senador era então candidato ao cargo. Na lista abaixo estão os bens e os seus respectivos valores declarados em 2006 à Justiça Eleitoral, disponíveis para a consulta pública. O valor total chega a quase R$ 600 mil:
AP. 501, na Rua Arcipreste Manoel Teodoro – Belém/PA - R$ 62.457.53
Casa em Alvenaria - Salvaterra/PA - R$ 34.698.62
Casa em Alvenaria Loteamento Parque Verde, Lote 32, QD 8 - R$ 41.636.40
Dois motores SPRM MWM E duas Rabetas HTD - R$ 20.000.00
Empréstimo para seu filho Mário Augusto Lisboa Couto - R$ 30.000.00
Parte de Fazenda 528HA – São Francisco do Pará - R$ 400.000.00
Quotas de Capital SOFERRO LTDA - R$ 7.70
Saldo C/C (Conta Corrente) - SAFRA - R$ 52.24
Veículo Jeep Troller 1999 R$ 10.000.00
Mário Couto não teme denúncias
Em declaração oficial, através da assessoria de imprensa do seu gabinete, o senador Mário Couto reafirmou que não tem nada a temer em relação às denúncias de irregularidade na Alepa, e vê “como natural” a decisão do juiz Elder Lisboa.
Segundo consta na nota da assessoria, o senador afirmou que “a informação me chegou agora e ainda não tive tempo de me deter sobre a decisão do juiz Elder Lisboa. É óbvio que irei conversar com meu advogado e vamos apresentar minha defesa no prazo estipulado pela Justiça. O que eu posso afirmar é que minha consciência está absolutamente tranquila e que conseguirei provar, nos autos, a minha inocência”, diz Couto.
(DOL)
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