Roucas ou agudas. Dóceis ou quase indomáveis. Suaves ou rascantes. Vozes. Muitas e múltiplas vozes de mulheres que cantam o Pará. Como divas, na mais ampla acepção da palavra. São essas vozes femininas que costumam estar na linha de frente da música popular brasileira que se faz no estado. Como mulheres e como artistas, recebem do grupo RBA uma homenagem mais que justa. Necessária. O projeto Divas do Pará.
A ideia é uma iniciativa do Jornal DIÁRIO DO PARÁ com a intenção de homenagear o Dia Internacional da Mulher, além de valorizar a cultura paraense, presenteando os leitores com um CD que traz algumas das mais prestigiadas – e diversas - cantoras do Estado.
Serão 12 cantoras. Num universo quase impossível de quantificar e qualificar, acabam por representar cenários diversos da variedade musical paraense. Joelma, da Banda Calypso, Leila Pinheiro, Lucinnha Bastos, Lídia -cantora da Banda Sayonara -, Gaby Amarantos, Aíla, Viviane Batidão, D. Onete, Maria Lídia, Nilva Burjack, Andréa Pinheiro e Juliana Sinimbú farão parte do projeto.
Diversidade é a palavra que mais bem define o projeto. Samba, Bossa Nova, carimbó, pop, tecnobrega, entre outros ritmos, dão uma ideia das possibilidades musicais do projeto. “O Pará é de uma diversidade musical impressionante. E esse projeto mostra bem isso”, diz a cantora Lucinnha Bastos. “É mostrar o Pará. Mostrar as coisas boas que temos”, complementa Joelma.
Se há jovens e belas cantoras como Aíla e Juliana Sinimbú, por exemplo, há também a brejeirice de quem já viu e viveu muito, como Dona Onete, recém-chegada de uma apresentação consagradora em Recife. “Tem sido como um presente tudo o que estou vivendo”, diz ela.
“O Brasil se rendeu aos encantos do Pará. Hoje o cenário da música paraense se tornou conhecido em todo canto do país. Há tempos o Pará era conhecido musicalmente através da cantora Fafá de Belém, que atualmente divide com muito gosto o orgulho de ser do Pará com os nomes que estão brilhando atualmente no mercado musical, como Gaby Amarantos, Joelma, entre outras”, explica a diretora de marketing do grupo RBA, Daniella Bairon.
Para ganhar o CD, os leitores devem colecionar os 12 selos que vão sair no jornal a partir do próximo domingo, dia 11, até o dia 22/03. O leitor deve colar os selos na cartela que sairá junto com o primeiro selo e trocar pelo CD no prédio da RBA ou nos quiosques do TEM. Vale ressaltar que serão apenas 20 mil CDs e, portanto, apenas os primeiros 20 mil que trouxerem as cartelas serão premiados.
Cada cantora cedeu uma faixa musical dos próprios trabalhos autorais para o projeto. “A vantagem é que uma pessoa que conhece uma determinada artista tem a possibilidade de conhecer o trabalho de outra cantora que talvez ela não tivesse acesso ainda. Amplia o leque de possibilidades”, diz a cantora Maria Lídia.
UM POUCO MAIS
O leitor do DIÁRIO DO PARÁ terá a oportunidade também de conhecer um pouco mais a própria trajetória das cantoras que farão parte do projeto. A partir do próximo dia 11, o DIÁRIO publicará uma série de perfis a respeito de cada uma das cantoras, resumindo um pouco a carreira de cada uma delas.
A primeira da série será Joelma. Com o Calypso, a cantora revolucionou o mercado fonográfico brasileiro, tornando-se, em 13 anos de carreira, a banda independente mais bem-sucedida do país. Depois de Joelma, será a vez de Leila Pinheiro, um dos maiores nomes da geração que sucedeu os pioneiros da Bossa Nova. Lucinnha Bastos, uma das mais respeitadas cantoras paraenses, será a terceira da série.
“Queremos, através desse projeto, incentivar ainda mais a cultura musical do nosso estado, levando ao leitor um grande presente, que são as vozes privilegiadas que fazem nossa música”, diz o diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Filho. (Diário do Pará)
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