Depois do anúncio de demissões de servidores contratados que precisam ser feitas na Prefeitura de Marabá, para equilibrar a folha de pagamento, que está com limite de gastos acima do permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), os sindicatos que representam os trabalhadores protestaram contra a medida e contra outras que implicam em redução de gastos. Diante disso, o prefeito João Salame iniciou uma série de reuniões com os sindicatos.
A primeira reunião foi realizada ontem com representantes do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará (Sintepp). As próximas reuniões serão com o Sindicato dos Trabalhadores na Saúde Pública do Pará (Sintesp) e com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Marabá (Servimmar).
Os servidores querem que o prefeito reveja as demissões, recoloque as horas extras que foram cortadas e confirme que haverá eleição direta para diretor de escola.
HORAS EXTRAS
No tocante às horas extras, o secretário municipal de Administração, Roberto Salame Filho, disse que elas foram cortadas para uma melhor averiguação porque há indícios de que, em muitos casos, as horas extras não foram trabalhadas.
Especificamente em relação ao Sintepp, uma das pautas é a eleição para diretor de escola. Quanto a isso, João Salame assegurou que faz questão que isso ocorra, para que os ocupantes deste cargo sejam escolhidos pelos funcionários de cada escola e pelos pais dos alunos.
Com relação às demissões, elas vão, de fato, ocorrer, uma vez que a folha de pagamento está inchada. Hoje a folha está em torno de R$ 19 milhões bruta (R$ 16 milhões líquida). A ideia é baixar para R$ 17,5 milhões bruta e R$ 15 milhões líquida.
As demissões deverão atingir praticamente todos os setores do município, mas principalmente as secretarias de Educação, Serviços Urbanos e de Obras. O governo espera que as medidas sejam sentidas já na folha de pagamento de maio.
(Diário do Pará)
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