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Matadouro é interditado por não cumprir lei

Após a visita do Ministério Público Estadual e da Vigilância Sanitária a pouco mais de um mês, o único abatedouro de carne do município de Itupiranga, a cerca de 18 quilômetros de Marabá, foi interditado na manhã desta quarta-feira (26) pelos técnicos da

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Após a visita do Ministério Público Estadual e da Vigilância Sanitária a pouco mais de um mês, o único abatedouro de carne do município de Itupiranga, a cerca de 18 quilômetros de Marabá, foi interditado na manhã desta quarta-feira (26) pelos técnicos da Adepará por não suprir as condições mínimas de higiene, trabalho e fornecimento de carne para o município. Os técnicos vieram da capital, Belém, a pedido do Promotor de Justiça do município, Arlindo Jorge Cabral Júnior. As principais irregularidades encontradas foram a falta da Guia de Trânsito Animal – GTA e de acompanhamento de um técnico especializado. O fechamento do local prejudicou a distribuição de carne nos açougues da cidade.

Em entrevista na manhã de ontem, Arlindo Júnior disse que solicitou a vistoria sanitária no local por entender que não existe nenhuma fiscalização nem no abatedouro e nem nos açougues da cidade, podendo refletir na qualidade do alimento fornecido ao consumidor final. Para o Promotor não interessa se a fiscalização é do município ou do estado, e sim que seja feita a fiscalização nos açougues e o matadouro, e que todos sejam adequados as leis. “Eu não tenho intenção de fechar, mas se não for adequado às leis, poderá ser fechado para garantir o direito da sociedade”, disse o fiscal da lei.

Ainda segundo o fiscal da Adepará, Gilson Araújo, os abates estão sendo feitos sem fiscalização e sem o acompanhamento de um profissional da área. O estabelecimento está registrado no serviço de inspeção municipal, e não tem uma coordenação do setor de inspeção para acompanhar todo o abate dos animais.

O coordenador do matadouro, Aguinaldo Ávila de Oliveira, disse que para atender as exigências da Lei, será necessário um investimento de R$ 250 mil, que, segundo ele, não tem condições da fazer isso sozinho sem um apoio da prefeitura daquele município.

Aguinaldo disse ainda, que os treze gados que estavam no matadouro vão ser devolvidos já que estes estão sem o GTA. Para Aguinaldo Ávila, as péssimas condições da energia dificultam ainda mais o trabalho no local. Mas declarou ser a favor de que seja regularizado o matadouro.

(DOL, com informações de Juscelino Ferreira)

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