O Dia Mundial da Saúde, comemorado na próxima segunda-feira (7), será marcado por protestos em Belém. Os médicos realizarão um grande protesto contra os planos e seguros saúde e a suspensão de atendimentos está prevista para o dia.
“O movimento da classe médica busca com firmeza e coerência, o diálogo com as empresas que atuam na área da saúde suplementar, com a finalidade de assegurar condições dignas para o desempenho da medicina. Desta forma, a sociedade será a maior beneficiada”, afirma Antonio Jorge, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará.
A categoria médica se mobilizará em todo o país, intensificando a luta em defesa da qualificação da assistência aos pacientes e da valorização do trabalho dos profissionais. O protesto será também contra abusos e omissões que afetam tanto a rede pública quanto suplementar de atendimento.
Segundo o CRM-PA, no caso da saúde suplementar, a reivindicação é de composição de honorários, fim da intervenção antiética das operadoras na autonomia profissional e a readequação da rede credenciada, para que seja garantido o acesso pleno e digno dos pacientes à assistência contratada.
Já no setor público, os protestos pedem mais recursos para o setor, com reajuste imediato da Tabela SUS e a aprovação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde+10, que pede a vinculação de 10% da receita bruta da União à saúde (PLP 321/2013). Também é reivindicada a criação de uma carreira pública e a desprecarização do trabalho médico. Os profissionais exigem realização de concurso público com salário adequado; plano de cargos, carreira e vencimentos; maior financiamento para a saúde; melhores condições de trabalho; e atendimento adequado para a população.
(DOL)
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