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Na paz das águas e do sol de Marapanim

Neste período de férias e verão intenso, nem todos querem curtir as praias mais badaladas do Estado. Há quem prefira a tranquilidade perto da natureza, longe do barulho dos carros sons, de praias cheias, congestionamento de veículos. Enfim, curtir as féri

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Neste período de férias e verão intenso, nem todos querem curtir as praias mais badaladas do Estado. Há quem prefira a tranquilidade perto da natureza, longe do barulho dos carros sons, de praias cheias, congestionamento de veículos. Enfim, curtir as férias junto à natureza, com a família, também faz parte de um lazer prazeroso.

O município de Marapanim, localizado no nordeste paraense, a 151 quilômetros de Belém, é famoso por possuir praias paradisíacas. É lugar para se apreciar e curtir a beleza de exuberantes fauna e flora. No local, várias vilas de pescadores atraem pessoas em busca de tranquilidade, paz e momentos de alegria. Igarapés de águas claras, calmas e geladas, além de braços de rios de água salgada, vindos do oceano Atlântico, atraem cada vez mais pessoas para conhecer as belezas naturais de Marapanim.

BELAS AREIAS

As praias mais famosas, como Marudá e Crispim, são as que atraem mais visitantes, tornando-se o point do verão na cidade. Corpos esculturais, mar com ondas agitadas e um movimento intenso de veranistas tornam este dois lugares os mais procurados. No entanto, há também, outros lugares menos populares, frequentados cada vez mais por quem vai conhecer o município. São locais como a Vila de Araticumirim, Porto Alegre, Vista Alegre, entre outros. E, ainda em Marudá, pode-se encontrar uma praia pequena, ainda desconhecida, chamada Paraíso, ideal para se passar as férias com familiares em tranquilidade.

A aventura fica mais emocionante e gostosa quando se pode andar no mangue, vegetação abundante na orla do mar e dos rios - principalmente para crianças, que adoram se lambuzar na lama, dita como de propriedades medicinais. Apreciar a chegada de pescadores em suas pequenas embarcações também encanta que conhece pela primeira vez o lugar.

CURIMBÓS E CARANGUEJOS

Marapanim é conhecida como a “Terra do Carimbó”, que lista como seu principal compositor o mestre Lucindo Rabelo da Costa. Hoje vários conjuntos de carimbó encantam visitantes e também bons ouvidos fora de município. Lá o carimbó pode ser ouvido como merece: música e dança reunindo instrumentos: carimbó (um tronco oco revestido em uma das pontas por couro de animal (veado, catitu, sucuri), maraca, milheiro, banjo, pandeiro e flauta. Enquanto os instrumentistas tocam e cantam músicas cujas letras falam da natureza, do amor, do mar e do céu, os dançarinos, geralmente em pares, usando roupas coloridas, dançam coreografias que encantam turistas e nativos.

A culinária marapaniense é uma das melhores do Estado do Pará. Peixes, camarões, mexilhões, frutas típicas: tudo isso e muito mais é condensado em uma mistura de inúmeros sabores. Os destaques são a caranguejada, pato no tucupi, fritada de peixe (pescadinha gó, tainha, gurijuba, entre outros), todos de paladar bem apreciado. As frutas encontradas na região também são extremamente deliciosas, podendo ser consumidas in natura ou então transformadas em deliciosos sucos e doces.

Na própria cidade de Marapanim, o visitante pode conhecer o trapiche construído sobre as águas do rio Marapanim. As praias já citadas, e muitas outras, são imperdíveis. Quem se interessa por religiosidade ou arquitetura também não pode deixar de fazer uma visita às igrejas de Nossa Senhora das Vitórias e de São Raimundo. Há ainda o prédio da Câmara Municipal de Vereadores, que é um dos mais antigos.

Cezar Magalhães

>> Se você curte novos ares do verão, conheça Marapanim! Foto: Cezar Magalhães


ATRATIVOS

Marapanim é uma cidade hospitaleira, que fascina por sua cultura, história e belezas naturais.

A escolha do nome da cidade banhada e guardada pelo Oceano Atlântico foi feita pelos índios da região e vem do nome de um rio que por ali corria - e em cujas margens podia-se ver um grande número de borboletas pequenas (que em nheegatu, linguagem indígena, foi batizada de “borboletinha do mar” ou “borboletinha d’água”).

Com mais de um século de existência, Marapanim tem muitas histórias para contar. E a sua história começou no século XVII, quando os padres jesuítas ali chegaram e fundaram uma fazenda, a qual chamaram de “Bom Intento”.

Na época da Lei Pombalina, em 1775, a fazenda Bom Intento foi confiscada dos jesuítas e entregue a particulares. O domínio das terras chegou às mãos do padre José Maria do Valle, que dela separou uma parte, doando-a para criação de uma freguesia.

Em 1833, durante a independência, a então freguesia do Bom Intento ficou sob a jurisdição da vila de Cintra, hoje município de Maracanã. Dezessete anos mais tarde, em 1850, já era povoado. Em 1869, foi elevado à categoria de freguesia, sob a proteção de Nossa Senhora da Vitória, continuando, porém, a pertencer a Cintra.

A autonomia veio em 1874, porém, sua instalação só ocorreu quatro anos mais tarde, em 1878, com a eleição dos vereadores e juiz de paz. A emancipação municipal durou até dezembro de 1930, quando o município de Marapanim foi extinto, através de um decreto, e entregue a Curuçá. Entretanto, menos de um mês depois, o decreto nº 111, de 21 de janeiro de 1931, tornou-se sem efeito a extinção.

(Cezar Magalhães/Diário do Pará)

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