Na manhã de ontem, pacientes e acompanhantes reclamaram ao DIÁRIO que o Hospital das Clínicas Gaspar Vianna (HC) não estaria fornecendo medicamentos controlados após o horário de almoço. O motivo, segundo eles, é que os funcionários da farmácia vão embora após as 12h e, além da espera na longa fila para receber a medicação, pacientes devem voltar mais de uma vez ao hospital para conseguir os remédios.
Fernando Lopes acompanha sua mãe, Líbia de Fátima, de 68 anos, aos tratamentos psiquiátricos periodicamente no hospital. Ele reclama do que considera ser uma falta de respeito com as pessoas idosas, que têm que ficar horas para serem atendidas, correndo risco de não receberem o medicamento após o horário do almoço.
“A situação é muito complicada. As pessoas que estão doentes têm que ficar esperando em uma fila enorme para terem acesso à farmácia do hospital. O pior é que, além de esperar muito, eles só atendem até o horário do almoço e quem não for atendido fica sem medicamento”, ressaltou.
TERCEIRIZADA
Revoltada com a situação, Líbia de Fátima, segundo Fernando, foi reclamar com o médico sobre o caso, mas não contava com a resposta dele. “Minha mãe foi falar com o doutor que faz o atendimento dela e ele disse nem o hospital podem fazer nada, pois a farmácia é terceirizada. Isso é um absurdo, uma falta de respeito e humanidade com as pessoas”.
Ainda segundo Fernando, há casos de pessoas que passam até três meses sem receber os remédios. “Tinha uma senhora na mesma fila que estava esperando há vários meses pelo remédio. Ela vai lá ao hospital e nunca tem”.
Segundo a diretora técnica do hospital, Marilda Moitta, às 12h, os funcionários saem para o intervalo do almoço e retornam às 13h. Quanto à demora no atendimento, o motivo, segundo ela, seria o novo sistema informatizado implantado na farmácia desde julho de 2013 e ainda em fase de adaptação. “O sistema da farmácia foi terceirizado pela Sespa. Ele está em fase de ajustes para dar mais agilidade. Com isso o atendimento fica mais lento. Só o sistema é informatizado, os servidores, não’’.
Quanto às filas, ela justifica que “como o hospital é referência estadual em psiquiatria, a maioria das pessoas busca os remédios aqui, mas tem as casas mentais e os Caps. A solicitação dos medicamentos é feita por licitações. Quando falta, precisamos aguardar a chegada”.
(Diário do Pará)
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