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Ganância de ‘Pet’ irritou cúmplices, diz relatório

sábado, 31/01/2015, 08:21 - Atualizado em 31/01/2015, 08:21 - Autor:


Outro fato que chamou a atenção no depoimento da “Testemunha X” dá conta de que o “Cabo Pet” teria acumulado rusgas com a sua própria milícia, inclusive acumulando dinheiro, segundo o código interno dos milicianos, indevidamente.


“Tal hipótese teria surgido após o mesmo ter sido contratado para matar um assaltante de banco e ter se apropriado individualmente do dinheiro, sem fazer a partilha do dinheiro com os demais, fato este que teria gerado um conflito interno”.


Uma autoridade policial ouvida pela CPI revelou que o PM e “Cilinho” teriam pretensões eleitorais, pois gozavam de amplo prestígio na comunidade onde atuavam, além de um suposto acentuado poder de intimidação e terror que conseguiram impor, angariando assim apoios e recurso e que tais pretensões acabaram se chocando, ocasionado um ‘racha’ no grupo.“


Esta suposta cisão do grupo ensejaria a formação de uma das hipóteses para a morte do ‘Cabo Pet’, qual seja, a de ter sido eliminado pelos seus próprios subordinados, onde os nomes mais citados seriam o de ‘Canana’ e o do próprio ‘Cilinho’.


Hipótese essa que se reforçou com a informação de que na hora da execução do ‘Cabo Pet’ quando da chegada do carro prata, quando os executores saíram do carro para matar o ‘Cabo Pet’ na porta de sua casa, haveria um carro da Rotam a poucos metros, aparentemente dando suporte a ação.


Informação esta que caso seja confirmada, atestaria que além dos milicianos mais diretos, parte da polícia que dava apoio ao ‘Cabo Pet’ também estaria descontente com o mesmo e, portanto, interessada em sua morte”, cita um outro trecho do relatório.“


A morte do cabo Figueiredo está elucidada. Ela é fruto de suas ações milicianas, e não de suas ações legítimas como membro que era da Polícia Militar, como se quis fazer parecer.


Da mesma forma elucidada está a chacina que se seguiu, mas embora se saibam suas motivações talvez nunca saibamos os nomes dos algozes, daqueles que apertaram o gatilho, mas sabemos o nome dos criminosos que mantinham a milícia em conjunto com o Cabo Figueiredo”, concluiu o relatório, que pede o indiciamento de todos os policiais envolvidos nestes grupos, além de políticos.


Por fim, os deputados solicitaram também o indiciamento do sargento Rossicley da Silva, por apologia ao crime a partir da morte do “cabo Pet”, bem como o indiciamento dos responsáveis pelo perfil no Facebook “ROTAM PA” pela mesma razão.


(Diário do Pará)

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