Em plena esquina da BR- 316, sentido Belém-Ananindeua, próximo ao Km 03, a rua Bons Amigos chama atenção. Localizada bem ao lado de uma concessionária de carros importados, a entrada da rua exibe muito lixo acumulado há semanas. No local, há restos de móveis, materiais de escritório e alimentos jogados fora. Todo o lixo fica amontoado no muro de um terreno baldio.
O porteiro Gidean Leal, 30 anos, passa todo o dia pela rua para chegar ao trabalho. Além de ter que suportar o mau cheiro causado pelo lixo, precisa desviar de um ou outro buraco na rua. “O cheiro é ruim, a rua alaga quando chove. Depositam lixo no local. Não tem jeito. Quando chove, a gente só passa se for por dentro da água. Negócio de meia hora, uma hora, pra água baixar. Quando o lixo já está demais, aí que aparecem pra limpar’’, diz.
A dona de casa, Gleice Porto, 57 anos, veio da Bahia para Ananindeua em dezembro do ano passado. Ela se sente incomodada com o estado da rua. “Desde quando cheguei aqui está assim. Vem pessoas de longe jogar lixo e demoram pra virem limpar. Quando chove alaga toda a rua. Vem bandido e se esconde próximo aos muros dos lixos. Se passar ali à noite é assaltado. À noite eu não vou pra muito longe não’’, diz Gleice.
PRAÇA
Outro ponto de Ananindeua está tomado de lixo. A Praça da Bíblia, localizada na Cidade Nova 2, envergonha os moradores. No último sábado houve um show no local. Até ontem de manhã, bastante lixo permanecia espalhado na extensão da praça e pelos canteiros. Até um cachorro morto em estado de composição causava mal-estar em quem passava por lá.
Os arredores da praça estão na mesma situação. Um canteiro que divide as pistas de um dos lados da praça estava tomado de sacos empilhados de lixo. Nem a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Professor Zulima Virgolino Dias, escapou de virar lixeira de dejetos composto de pneus, mobílias, mato, e produtos descartáveis.
O fiscal de ônibus e morador de Ananindeua, Adrison da Silva , 39 anos, passa pelo local e constata a situação. “A cidade é uma imundície. O prefeito abandonou tudo aqui. Falta respeito com o cidadão. Eu sou revoltado com isso”, desabafa.
“Desde sábado que tá essa lixarada aí. Foi depois de uma festa. O pessoal ainda vem e joga entulho. Fica uns dois, três dias assim. Depois vem alguém limpar e passa muito tempo sem vir de novo e o lixo vai se acumulando’’, enfatiza o taxista Carlos Lima, 21 anos.
(Diário do Pará)
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