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Após caminhada, professores ocupam o CIG

Teve início por volta de 10h30 desta terça-feira (12) a caminhada dos trabalhadores da educação da rede estadual de ensino, que estão em greve há 46 dias. A manifestação partiu da Praça do Operário em São Brás e iria até o Prédio da Fundação Cultural do

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Teve início por volta de 10h30 desta terça-feira (12) a caminhada dos trabalhadores da educação da rede estadual de ensino, que estão em greve há 46 dias.

A manifestação partiu da Praça do Operário em São Brás e iria até o Prédio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, o Centur, na avenida Gentil Bittencourt. No entanto, os professores optaram por ocupar e se reunirem no Centro Integrado de Governo (CIG) até que sejam retomadas as negociações com o Governo do Estado.

"Desde o último dia 28 o Governo parou de negociar conosco. Ficaremos aqui até ter uma posição, um documento do governo que garanta a retomada das negociações", explicou Conceição Holanda, coordenador estadual do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp).

Segundo a coordenação do Sintepp, existe disposição para finalizar a paralisação, porém deve-se observar os graves problemas detectados na educação pública do Pará.

“O governo vai à mídia mentir para a população e é irresponsável ao afirmar que não realizaremos a reposição das aulas. Ora, se a greve terminasse hoje muitos estudantes retornariam para escolas sem higiene nos banheiros ou mesmo material de limpeza, sem água potável, e mesmo sérios riscos na rede elétrica. E até o momento não encaminhou para o Sintepp a relação de escolas que entrarão em reforma”, comentou Mateus Ferreira, Coordenador Geral do Sintepp.

Outras reivindicações

Além da pauta de reformas o Sintepp espera que o governo formalize sua proposta através da assinatura de termo de responsabilidade, encaminhando o projeto do PCCR unificado para apreciação da Alepa. Os professores também reclamam do descumprimento do acordo de 2013 que visava a redução gradual de aulas suplementares nos submetendo a redução brusca de salários já na lotação de 2015, quando impôs a lotação máxima de 220h.

“Outro problema está no descumprimento da Lei do Piso, o governo mente para o judiciário quando afirma que destina 1/3 da jornada para a hora atividade (HA), na verdade ainda trabalha-se com a lógica de ¼ para HA, e isso deve se analisado com seriedade”, finalizou Mateus Ferreira.

(DOL)

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