A estabilidade e a remuneração, no geral, são os fatores que mais influenciam as pessoas a optarem por uma carreira no serviço público. As áreas de maior interesse entre grupos de pessoas estão relacionadas à saúde e à carreira jurídica. Para atender essa demanda, um curso preparatório em Belém criou turmas específicas na área de tribunais e secretarias de Estado.
Confira a lista de concursos estaduais confirmados
Considerado um bom ano para concurso 2015 possui muitas oportunidades, com a abertura de editais em diversos seguimentos, tais como o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) e o da Polícia Federal (PF), ambos de nível superior; e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do Banco do Brasil, com vagas para cargos de nível médio e superior. Nas agências federais, as vagas somadas chegam ao total de 1.498, com remunerações que variam entre seis mil a R$ 12 mil.
A crescente demanda de vagas em concursos de âmbito federal tem obrigado muita gente a voltar para o banco de sala de aula. Um curso de Belém possui cerca de dois mil alunos distribuídos em três turnos, além de turmas direcionadas para a prática de exercícios, minicursos e ainda turmas exclusivas de fim de semana. Entre as que possuem maior número de alunos estão as da Polícia Civil, com cargos para delegado, investigador e escrivão, além das turmas para o INSS. “Temos cinco turmas com conteúdos gerais e específicos, incluindo duas que são chamadas “universal estado” e “universal saúde”, com 110 alunos, o número da menor turma”, afirmou a coordenadora pedagógica do curso, Rosely Oliveira. “O concurseiro iniciante opta geralmente por uma turma para concursos estaduais e só depois se dirige a turmas específicas, como a de tribunais e federais. Temos alunos que saem de seu trabalho comum e vêm para o curso estudar e tem os que já são concursados, mas que continuam estudando para garantir um cargo melhor”.
Ainda quanto ao perfil de uma dessas turmas, segundo a coordenadora, se configura em pessoas que possuem graduação e, em sua maioria, atua no mercado de trabalho, mas busca melhoria salarial, estabilidade e até uma mudança na área de atuação. É o caso da fonoaudióloga Bruna Miranda, de 33 anos, que já estuda há quatro anos almejando uma vaga na carreira jurídica. Disse, no entanto, que a remuneração não é o fator definitivo para sua escolha. “Sempre fui atraída pela carreira jurídica, claro que a remuneração conta, mas o que predomina é a ampliação de vagas que existe na área jurídica, diferentemente na minha área de atuação”, explicou.
A artista plástica paraense Thainá Margalho, 24 anos, também já é experiente nos estudos para concurso. Depois de sete anos morando em Brasília e tendo iniciado a carreira de concurseira na capital federal decidiu voltar a Belém para entrar na carreira jurídica. “É uma forma de atuar no que gosto, mas tendo dinheiro para investir no meu sonho com a arte”. Ela garante que apesar de estar apenas há três meses estudando para este concurso, possui muitas vantagens sobre seus concorrentes. “Quando tem feriado, por exemplo, sei que muitas pessoas vão sair para se divertir, enquanto que eu vou estar estudando”.
(Diário do Pará)
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