A crise na segurança pública estadual também ocupou a tônica de discursos de deputados de oposição que se manifestaram na tribuna ontem, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa. Carlos Bordalo, do PT, falou em “grave crise de cidadania”, enquanto Martinho Carmona, do PMDB, se disse preocupado com o avanço do tráfico de drogas por falta de proteção e fiscalização nas fronteiras.
O Soldado Tércio, parlamentar do Pros, foi o primeiro a puxar o tema, ao denunciar a situação dos militares atuantes no município de Breves, no Marajó. “É o Iasep (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Pará) que não presta um serviço adequado, é policial ‘pirangando’ gasolina para viatura porque tem unidade que só recebe 13 litros de combustível por mês, é auxílio fardamento de menos de R$ 30... É uma afronta, um desgoverno”, disse.
DROGAS
Ele também disse que é preciso repensar a segurança pública e que a “onda de sangue” já chegou às casas “de quem tem dinheiro e de quem tem poder”, alertou o deputado. “O tráfico de drogas, que está como está aqui no Estado do Pará, é o pai de todos os outros crimes, e eu não vejo o governo federal, a presidente Dilma (Rousseff) preocupados com o reforço da segurança nas fronteiras, como estiveram durante a Copa do Mundo, no ano passado, com mais de 30 mil homens destacados somente para essa função”, lamentou o peemedebista Martinho Carmona.
Para Bordalo, o governo do Estado “esqueceu a sua juventude”. “Não há ações para enfrentar o grave problema da ausência de políticas de qualificação profissional, inclusão produtiva. Não há ofertas nem para quem é da capital nem para quem é do interior, de preparo para o mercado de trabalho, e o que se tem são centenas de jovens sendo capturados pelo crime organizado, tráfico de drogas, oferta de dinheiro fácil”, reclamou. “As casas penais estão abarrotadas, o governo caminha a passos de tartaruga nesse ponto”.
(Diário do Pará)
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