Em duas assembleias realizadas na manhã desta quarta-feira (13) foi decidido que técnicos e docentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) vão paralisar as atividades nesta quinta-feira (14). As categorias entraram no movimento de paralisação que se estenderá por todo o país.
De acordo com Antelmo Nascimento, coordenador de políticas de saúde do Sindicato dos trabalhadores técnicos administrativos ativos, aposentados e pensionistas em educação no âmbito das instituições federais de ensino superior do estado do Pará (Sindtifes/PA), este será o primeiro ato que sinaliza o indicativo de greve marcado para o próximo dia 28.
"Entre os dias 22 e 24 de maio haverá uma negociação com o governo para que atendam as nossa reivindicações. Se não houver diálogo haverá greve", destacou.
Ainda segundo Antelmo, as reivindicações dos técnicos foi tomada após a assembleia realizada na manhã de hoje no espaço Vadião, dentro da UFPA, e as principais reivindicações da categoria são o repúdio aos cortes feitos na educação, concursos públicos para suprir o déficit de servidores, reposição das perdas salariais de 28% que se acumulam nos últimos 10 anos e a implementação de uma data-base para a categoria.
DOCENTES
Na mesma hora, já no salão de entrada do prédio da reitoria da UFPA, professores também deliberaram por aderir a paralisação e se juntarem aos técnicos.
Segundo a UFPA, por causa da paralisação algumas faculdades já liberaram os alunos de irem às aulas amanhã, pois não sabem como se dará a intervenção nos portões da universidade. E assim, se haverá bloqueio apenas para veículos ou se haverá impedimento da entrada de carros e de pedestres.
Segundo o Sindtifes, na programação do ato de amanhã, marcado para ser iniciado às 9h, deve ocorrer o fechamento dos portões, além de uma vasta programação cultural.
A assessoria informa que a UFPA respeita o livre direito de manifestação de seus discentes, docentes e técnicos e que a adesão a paralisação é uma decisão individual de cada servidor.
A universidade, portanto, orienta os alunos a consultarem seus professores ou as secretarias das faculdades para se informar sobre a manutenção ou não das aulas.
(DOL)
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