O júri de dois comerciantes de Monte Alegre e um policial militar que respondem por homicídio qualificado com emprego de tortura, que ocorreria em Belém, nesta quinta-feira (14) foi adiado para os dias 05 e 06 de outubro. O adiamento foi requerido pelo promotor de justiça José Rui Barbosa em razão da ausência de testemunhas, algumas, consideradas imprescindíveis para acusação.
Anaray Caldas Franco, Adinelson Brito Ferreira e Jairo Nobre de Lima respondem por participação no crime contra Quedson Nunes da Silva e Jedielson Antonio de Oliveira Freitas, todos residentes no município de Monte Alegre, Oeste do Pará.
O caso foi desaforado para Belém e distribuído eletronicamente para a 1ª Vara do Júri da Capital, sob a presidência do juiz Edmar Pereira. A promotoria da comarca solicitou o desaforamento para garantir a isenção e segurança dos jurados por serem os réus pessoas influentes naquela região.
As vítimas foram assassinadas com tiros de revólver na cabeça. Enterrados numa cova rasa, seus corpos foram encontrados na manhã do dia 19 de janeiro de 2006, às proximidades da Serra da Lua, região do Ererê, em Monte Alegre, em adiantado estado de decomposição, amarrados com uma corda cada um.
Conforme a acusação, o crime foi perpetrado por meio cruel, mediante uso de tortura. Consta num dos laudos cadavéricos que uma das vítimas chegou a ter decepada parte da orelha direita, acrescendo às causas mortes “tiros de armas de fogo e pancadas na cabeça”.
(DOL com informações do TJPA)
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