A demora na entrega de imóveis somada a taxas abusivas de evolução de obra geraram uma enorme dor de cabeça para o administrador Antônio Raimundo da Silva Júnior que assinou contrato com a construtora PDG, sob a promessa de que receberia seu imóvel no condomínio Jardim Independência dentro do prazo de três meses.
Se você enfrenta problemas com construtoras, conte sua história para o DOL: redacao@diarioonline.com.br
Passados um ano e quatro meses, o administrador se sente enganado porque até o momento não obteve o imóvel no prazo combinado. E mais: ele deixou de pagar uma taxa chamada evolução de obra, emitida pelo banco financiador (Caixa Econômica Federal) que é repassado para o cliente, e agora está com o nome no SPC/Serasa.
Antes de se envolver nesse contrato, Antônio havia comprado outro apartamento da construtora Viver, em Ananindeua, sem financiamento. Hoje, depois dele investir dez mil reais nesse imóvel, a construtora que deveria ter entregue a obra há três anos, emitiu um documento a ele pela internet para que desistisse do contrato e, em caso de aceitar, seria ressarcido em R$ 500,00. “Esse documento me responsabilizaria por uma quebra de contrato e o valor que eu receberia seria irrisório se comparado com o que já investi. É um absurdo”, relatou Antônio.
Ele buscou auxílio de um advogado e acredita que conseguirá reverter sua situação nas duas construtoras. “Não quero fazer o destrato do primeiro contrato porque senão terei que pagar uma multa. Agora, espero que juntamente com o advogado receba o imóvel pela PDG e possa ser ressarcido do investimento que fiz no outro contrato com a “Viver Ananindeua”, disse Antônio.
Nova manifestação está prevista para amanhã.
RESPOSTAS
A reportagem entrou em contato com as construtoras PDG, Viver Ananindeua e Capital Rossi. Através de nota, a PDG disse que mantém reuniões periódicas com a Comissão de moradores para informar sobre o andamento da obra do Jardim Independência e vistorias, bem como sobre todas as providencias tomadas, visando atender às exigências legais dos órgãos públicos, para a entrega dos apartamentos. Diz ainda que segue todos os procedimentos padrões no setor imobiliário, agindo sempre dentro do que determina a legalidade.
Já a Capital Rossi, mandou resposta através de nota também onde informou que o empreendimento já está concluído e que a empresa permanece dedicada e unindo esforços para que as fases 2 e 3 sejam entregues. “Informamos que a fase 2 do empreendimento está pronta e já tem o Habite-se. Esclarecemos, ainda, que os clientes estão sendo notificados sobre a entrega das chaves que acontecerá na próxima semana”. A empresa disse ainda que a fase 3 do empreendimento está pronta para ser entregue e que os clientes já iniciaram as respectivas vistorias. A Viver não se manifestou.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar