Mas foi numa viagem à Europa realizada em maio do ano passado que Simão Jatene passou de todos os limites aceitáveis: o governador e uma extensa comitiva saíram de Belém em direção à França para receberem um certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de que o Pará é área livre da febre aftosa.
Apesar da importância do documento, a viagem de Jatene provocou espanto e protestos na oposição e nas redes sociais, pois ninguém conseguiu encontrar um motivo administrativo de peso que justificasse a viagem do governador à Europa para receber um documento que poderia ser enviado pelo correio e até mesmo por e-mail.
PROTESTOS
O deslocamento a Paris gerou gastos com diárias e passagens aéreas para o governador e pelo menos mais sete pessoas: os secretários de Comunicação e de Agricultura, Daniel Nardin e Andrei Castro; o diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária (Adepará), Sálvio Freire, e mais dois diretores da instituição, Ivaldo Santana e Gláucio Galindo; o tenente-coronel Cesar Mello (ajudante de ordens de Jatene) e o assessor especial Mário Moreira.
Tudo pago com dinheiro público. Até hoje não se sabe ao certo quanto custou aos cofres públicos a excursão tucana a Paris.
Integrantes da comitiva da viagem do governador a Paris chegaram a gastar por dia na capital francesa muito mais de um salário mínimo – ou mais do que recebe a maioria da população paraense por um mês inteiro de trabalho.
UMA HORA APENAS
A solenidade de entrega de certificado ao Pará durou apenas 60 minutos, mas viagem de Jatene & cia durou mais de uma semana.
Segundo levantamento feito pelo blog “Perereca da Vizinha”, editado pela jornalista Ana Célia Pinheiro, os gastos com viagens internacionais aumentam 360% no segundo governo de Jatene.
Nos três primeiros anos do último governo, viagens internacionais do governo consumiram quase R$ 2 milhões.
(Diário do Pará)
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