Vários estudos apontam o Pará como um dos Estados com maior índice de violência do Brasil. Um deles é o “Mapa da Violência – Mortes Matadas por Armas de Fogo”, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo e editado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O estudo aponta Ananindeua, na RMB, como a terceira cidade mais violenta do país. De acordo com esse ranking, a mortalidade de jovens por armas de fogo no município é de 228,0 para cada grupo de 100 mil habitantes. Outro estudo, o Observatório de Homicídios, aponta a cidade como a que possui maior taxa de homicídios por 100 mil habitantes (125,7).
O secretário adjunto de Gestão Operacional da Secretaria de Segurança Pública do Pará, Hilton Benigno de Souza, admite que os números da violência no Pará são altos e afirma que os casos ocorridos no fim de semana foram excepcionais, mas garante que tem havido redução na estatísticas de assassinatos no Estado e aumento da eficiência dos órgãos de segurança, com maior número de drogas e armas apreendidas. De acordo com os dados oficiais, nos primeiros quatro meses deste ano, foram registradas 1.029 mortes por homicídio doloso, latrocínio (roubo seguido de morte) e lesão corporal seguida de morte. O número é 5% menor que o registrado no mesmo período de 2014. “Isso significa que 50 vidas foram poupadas”, diz o secretário.
Hilton afirma que o Estado está tomando medidas, como a criação de um programa de redução da violência e da criminalidade, garante que o governo fará concursos para aumentar o efetivo de policiais e contesta os estudos que colocam o Pará entre os campeões de criminalidade. “O estudo do Jacobo, por exemplo, leva em conta uma metodologia que considera acidentes de trânsito e até suicídios”, diz, afirmando, porém, que, mesmo considerando as diferenças de métodos, os números do Pará não são os ideais. “Deveriam ser melhores”.
(Diário do Pará)
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