A onda de violência que varreu o Pará no último fim de semana deixou um rastro de 19 mortes e expôs, mais uma vez, a crise na segurança pública, confirmando de forma dramática as estatísticas que colocam o Pará entre os campeões da violência no país.
Entre o caos, chamou a atenção a morte de Ana Caroline Siqueira, de apenas oito anos, atingida por um tiro durante uma festa de aniversário infantil. A menina estava logo na entrada do salão de festas e o tiro que a atingiu teria sido disparado por Joel Gomes, de 28 anos. Ele seria um dos assaltantes que invadiram a festa, trocou tiros com um policial que estava no local e acabou morto.
Em entrevista coletiva na tarde de ontem, a Polícia Civil informou que ainda vai periciar a arma do policial com o objetivo de confirmar a origem do disparo que matou a menina.
Na madrugada de sábado, o estudante de Fisioterapia Lucas Silva da Costa, 19 anos, foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto ao ônibus em que viajava para um evento da faculdade em que estudava. E pela periferia de Belém, municípios da Região Metropolitana de Belém e municípios do interior, os casos de assassinatos se repetiram.
Os índices de violência no Estado levaram entidades de direitos humanos a redigir uma carta, que deve ser entregue ainda nesta semana a várias autoridades do Pará com sugestões para ajudar os problemas.
Entre as propostas está a criação de um Programa de Atendimento às Vítimas de Violência, a criação de mecanismos estaduais de enfrentamento à tortura e a criação do Patronato Estadual, uma entidade que teria como missão acompanhar os egressos do sistema pena para evitar reincidências. Hoje, 80% dos egressos voltam a cometer crimes.
Governo reconhece índices negativos.
Audiência discutirá situação caótica.
(Diário do Pará)
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