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Cadeirante não tem vez no Pórtico

O estudante de nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA), Edinaldo da Silva Assunção, de 33 anos, enviou ao wathsapp do DIÁRIO DO PARÁ um vídeo em que mostra o drama pelo qual passa diariamente ao tentar atravessar a rodovia BR-316, através do Pórti

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O estudante de nutrição da Universidade Federal do Pará (UFPA), Edinaldo da Silva Assunção, de 33 anos, enviou ao wathsapp do DIÁRIO DO PARÁ um vídeo em que mostra o drama pelo qual passa diariamente ao tentar atravessar a rodovia BR-316, através do Pórtico que fica em frente a um shopping, próximo ao limite entre Ananindeua e Belém. As imagens mostram o universitário, que é cadeirante, com muita dificuldade para descer as escadas do Pórtico. Segundo ele, o elevador que está disponível para os pedestres raramente funciona e Edinaldo precisa contar com a boa vontade de quem passa pelo local.

No vídeo, um homem o ajuda a descer as escadas, segurando-o pela cadeira de rodas. Segundo ele, as imagens foram feitas na última sexta-feira, mas o problema é quase diário. “Já são inúmeras vezes que o encontro quebrado. Esse elevador fica mais tempo quebrado do que funcionando”, desabafou. “Sempre estou lá para pagar e fazer compras, ir ao cinema e hoje já não faço tudo isso com a mesma frequência porque sou impedido de chegar a esses lugares”, completou.


MOVIMENTO

Ele contou que nos fins de semana não consegue atravessar a rodovia através do Pórtico porque o movimento de pessoas é pequeno e o cadeirante teme não encontrar a ajuda necessária para fazer a travessia. “Durante a semana, sempre recebo ajuda e nesse dia tive a ideia de pedir a uma amiga para filmar. Sempre há pessoas dispostas a ajudar, o único problema é que corro risco de sofrer um acidente”, declarou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) afirma “que desconhece a informação de que os elevadores do Pórtico Metrópole estejam parados. O que acontece muito na área do Castanheira é que, devido às constantes quedas de energia no bairro, os equipamentos acabam desligando e, quando a energia é restabelecida, os equipamentos voltam a operar de 20 a 30 minutos depois”.

(Diário do Pará)

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