plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 26°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Pacientes sofrem para conseguir atendimento

Antes que o céu clareie por completo, a espera se inicia em meio ao mato que, misturado ao amontoado de folhas secas, cerca o prédio do Centro de Saúde Cidade Nova IV, em Ananindeua, município que atualmente está sob a administração do prefeito Manoel Pio

twitter Google News

Antes que o céu clareie por completo, a espera se inicia em meio ao mato que, misturado ao amontoado de folhas secas, cerca o prédio do Centro de Saúde Cidade Nova IV, em Ananindeua, município que atualmente está sob a administração do prefeito Manoel Pioneiro. Sem qualquer iluminação além da natural, é em condições extremamente precárias que o prédio público municipal recebe quem precisa de atendimento de saúde. Não bastasse o mato na área interna, um enorme amontoado de lixo também é visto encostado no muro da unidade pelo lado de fora.

Diabética e hipertensa, a auxiliar de escritório Marluce Gonçalves garante que os problemas no posto vão muito além da infraestrutura. “O problema maior aqui é a espera para fazer os exames de laboratório. Aqui a gente demora dois, três meses para fazer um hemograma. Uma pessoa que tem doenças como diabetes não pode demorar tanto tempo para conseguir fazer um exame desses”, indigna-se, sentada sobre a calçada que circula o prédio ainda fechado por volta das 6h. “Nem todos os exames a gente consegue fazer por aqui. Tem alguns que a gente quer fazer e não tem. Tem uma semana que eu consegui marcar um exame que preciso fazer, mas só tinha vaga pro dia 28 de julho. Vou ter que esperar todo esse tempo”.

Também à espera da distribuição das senhas, que nem sempre são suficientes para atender à demanda, a dona de casa Antônia Malcher já perdeu as contas de quanto tempo leva para conseguir agendar uma consulta odontológica. Na tentativa há vários meses, a resposta obtida é sempre a mesma. “A cadeira do dentista tá quebrada. Toda vez que a gente tenta marcar com um dentista, dizem que não tem porque o equipamento deles tá quebrado... tem muito tempo já isso”, afirma, queixando-se também da dificuldade que a nora sente ao tentar fazer o pré-natal no posto. “Até as grávidas têm dificuldade de fazer exames aqui porque não tem como. A minha nora tá fazendo o pré-natal e nem sempre consegue fazer todos os exames”.

Em condições muito parecidas, na Unidade Municipal de Saúde de Urgência e Emergência Cidade Nova VI, o anúncio do início da distribuição das senhas dá início à correria de quem depende unicamente do serviço público de saúde no município. Amontoadas na entrada da unidade desde o amanhecer, as longas filas que acolhem dezenas de pessoas explicam a agitação. “Todo dia é assim. É muita gente e a demora é muito grande. Eu tive que sair às 5h de casa para conseguir estar aqui nesse lugar da fila, imagina se a gente sai mais tarde?”, considera a dona de casa Alice Veloso, posicionada no fim de uma das três filas que se formavam aleatoriamente. “Agora eles vêm chamar e dizem que tem que ser uma fila única, aí é essa confusão”.

Acompanhando a mãe, que, em decorrência de fortes dores no estômago, necessita de atendimento por um médico especializado, Alice temia voltar para casa sem que a senhora já idosa conseguisse ser avaliada: “Há um mês que a gente tá tentando marcar isso pra minha mãe e não consegue”.

Idosos não têm prioridade na fila.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!