O ministro da Justiça acrescentou que pode ajudar, oferecendo recursos humanos, financeiros, tecnológicos e de inteligência, além de mandar a Força Nacional.
Na reunião, que durou mais de uma hora, Cardoso relatou o caso de Alagoas que era governado pelo Teotônio Vilela Filho (PSDB) e que pediu ajuda do Ministério da Justiça.
“O Estado ainda é violento, mas as ações conjuntas do governo federal e estadual fizeram com que os índices de violência diminuíssem bastante”, disse.
Outro caso de sucesso listado pelo ministro foi em Santa Catarina, onde o governador Raimundo Colombo (PSD) passou problemas com o crime organizado.
"Transferimos os líderes para uma prisão federal e o caso foi sanado em pouco tempo", acrescentou. "Queremos enfrentar a questão do homicídio no Pará", garantiu o ministro da Justiça.
“A partir do momento em que o governador ou o secretario (de Segurança) fizerem contato, poderemos sentar juntos para avaliar que medidas podemos adotar. Estou disposto a ir pessoalmente ao Pará para contribuir para a melhoria da segurança da população. A segurança pública é dever do Estado brasileiro. Embora a maioria das competências sejam de âmbito estadual, o governo federal jamais se eximirá. Chegou a hora de pararmos com jogo de empurra entre governo federal e governo estadual. A questão é vencermos obstáculos institucionais federativos e políticos e somarmos esforços. Temos que estar à altura dos desafios. Temos que estar juntos”, concluiu o ministro da Justiça.
O ministro Helder Barbalho ressaltou, ao sair do encontro, que o governo federal demonstrou disposição em ajudar o Estado do Pará.
“O governo federal está querendo vencer o problema da insegurança sem olhar as questões partidárias. Não existe razoabilidade quando se trata de vidas humanas. Estamos vivendo um momento muito dramático e é inadmisssível que os paraenses sofram esta violência toda”, protestou Helder.
(Diário do Pará)
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