Além de todas essas irregularidades, Cláudio Barroso teve mais um problema. O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) reprovou, de maneira unânime, as contas das gestões dos anos de 2010, 2011 e 2012 do prefeito de Pirabas. As contas de 2010 e 2011 foram julgadas em novembro e dezembro de 2014, respectivamente; e a de 2012 em fevereiro do ano passado. Cláudio Barroso já foi condenado a devolver mais R$ 1,6 milhão aos cofres públicos, valores ainda não pagos. As cópias de todos os autos foram encaminhadas para o Ministério Público do Estado.
As irregularidades encontradas nas contas do prefeito são variadas e passam por descumprimento no percentual de gastos com pessoal e obrigações patronais, utilização irregular de créditos suplementares que ultrapassam o limite estabelecido em Lei Orçamentária e despesas superiores ao orçamento estabelecido. Em 2012, por exemplo, a gestão de Cláudio Barroso gastou apenas 13,93% das receitas de impostos e transferências com saúde, descumprindo a Lei que determina que esses gastos atinjam 15% da receita. As prestações de contas de Pirabas do exercício de 2013 e de 2014 ainda tramitam no TCM.
(Diário do Pará)
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