A paralisação dos médicos no Pronto Socorro do Guamá, em Belém está deixando dezenas de pessoas sem antendimento. Somente são atendidos casos considerados graves.
O objetivo da paralisação é chamar a atenção para as péssimas instalações da unidade hospitalar, a sobrecarga de trabalho - a demanda de atendimentos teria triplicado após incêndio ocorrido no PSM da 14 de Março - e condições salariais, como o valor dos plantões que não são reajustados há cinco anos, acumulando uma defasagem inflacionária de cerca de 30%.
Em um documento assinado por mais de 50 médicos são denunciadas diversas situações enfrentadas diariamente pela equipe do hospital, como acúmulo de pacientes com risco de morte nos corredores do hospital. Frequentemente, o DOL denuncia os problemas que tomam conta do PSM, mas nada parece mudar.
Os médicos denunciam, por exemplo, que não podem contar nem com o aparelho de eletrocardiograma, um recurso obrigatório mínimo, segundo portaria 2048/2002 do Ministério da Saúde, que não funciona efetivamente.
Teve início às 11h 11h desta sexta uma reunião na Secretaria Municipal de Saúde com representantes do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindimepa). A reunião pode definir o fim da paralisação nas próximas horas.
(DOL)
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