Líder do PMDB na Assembleia Legislativa, o deputado Iran Lima disse ontem que, se os credores do Governo do Estado não se “espertarem”, estarão diante de um dos maiores calotes já aplicados por uma administração estadual. Afirmou ainda que, se ao final de 2018, essas dívidas não estiverem empenhadas e não houver recursos em caixa para quitá-las, quem assumir o Estado em 2019 não terá como pagá-las. “Só o déficit da previdência no Pará é o dobro da dívida geral da previdência no Brasil contabilizada no Orçamento Geral da União”.
A acusação do deputado contradiz o superávit do Balanço Geral do Estado, divulgado pelo Governo no início deste ano. Com um estojo de maquiagem nas mãos, o parlamentar, que lidera uma das bancadas de oposição ao governador Simão Jatene (PSDB), acusou o gestor de “maquiar” os números ao deixar de contabilizar uma dívida bilionária com fornecedores e prestadores de serviços do Estado.
Lima tachou de mentiroso o discurso feito pelo governador tucano na abertura dos trabalhos legislativos, no início de fevereiro deste ano. Segundo ele, não adianta estampar capa de jornal falando em ‘superávit de R$ 23 bilhões’. “Isso é o balanço como um todo. Superávit quer dizer lucro”, destacou. “E não foi erro de quem escreveu. Afinal, sabemos que essas são matérias enviadas pelo (publicitário) Orly Bezerra, da Griffo Comunicação, ao jornal pago pelo Governo. Isso foi má fé”.
FORNECEDORES
Iran lembrou que, constantemente, os deputados da oposição recebem visitas de fornecedores do Estado que pedem intermédio para que o Governo de Jatene pague as dívidas. Segundo ele, alguns órgãos passam 6, 8 meses sem pagar pelos serviços que contratam. Também disse que débitos aos servidores da Assembleia Legislativa somam mais de R$ 150 milhões. “Mas isso não é contabilizado. Para o balanço do Estado não ficar no vermelho, Jatene faz uma maquiagen nos números”.
(Diário do Pará)
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